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Volmir Parizotto

Escritor e palestrante, Volmir Parizotto discorre sobre temas ligados ao ser humano.


E-mail: volmir@portaloestenews.com.br

Site: www.volmirparizotto.com.br

O cliente é rei e sempre será
11/06/2015
Volmir Parizotto

O cliente gira a roda do comércio mundial, desde os primórdios da humanidade. Ele sempre tem a razão, mesmo que não tenha. Quer sentir-se eternamente rei.

Em pleno século XXI as pessoas estão carentes de atenção, no íntimo o que mais querem é serem bem tratadas, valorizadas e respeitadas. O cliente tem o dinheiro e o estabelecimento comercial, o produto. Esse casamento somente acaba feliz se houver um bom atendimento, mais que isso, um encantamento.

Nos dias atuais, a qualidade de um produto ou serviço é fundamental, premissa de sobrevivência de uma marca ou empresa. “Quando o cliente é bem atendido, o preço torna-se secundário numa venda”.

O atendente precisa ter um cuidado especial ao menosprezo inconsciente, pois a insignificância é a pior ofensa. Imagine você estar num ambiente sem ser visto, reconhecido. A discriminação pela aparência pode levar a enganos. O conteúdo, o teor interior pode ser um recheio muito melhor do que se julga por fora, afinal, toda pessoa é um cliente em potencial, talvez não naquele momento, mas no amanhã, e as empresas não vivem somente do agora, sem continuidade fatalmente fecharão. “Enxergar o cliente como um ser humano é um trunfo normalmente ignorado pelo comércio”, afinal, ele também tem sonhos, desejos e necessidades.

Com a globalização, diga-se industrialização mundial pela China, o comércio é o que nos resta. Também com o advento da internet, o e-commerce está crescendo cerca de 20% ao ano no Brasil. Nessa modalidade de compras, as pessoas têm mais liberdade em analisar os produtos, porém virtualmente, mas sem coerção, pressão de atendentes. Mesmo com um distanciamento do produto físico, talvez as pessoas encarem como uma forma de se livrar de vendedores carrapatos. É o desafio de ser atencioso, sem ser chato. Nós, como comerciantes, somos culpados dessa brecha, ou fuga de nossos recintos. A chance de prosperidade está no bom atendimento.

Com a crise nota-se uma inversão de valores, até então, tínhamos que implorar por atenção. Agora as lojas estão correndo atrás do cliente, dando a importância devida em um reino perdido, afinal, um comércio não deve se limitar a quatro paredes, vai muito além de um bom lay-out, mix de produtos, preços, condições. Nessa acirrada concorrência, o sucesso dele na razão ou na emoção é determinado pela lógica do bom atendimento.

Quem não tem um sorriso no rosto e amor no coração, não pode estar no ramo. E esses aspectos são intrínsecos da cultura organizacional de uma empresa, é um diferencial que tem que vir de cima, a partir do comando.

Se analisarmos as correntes religiosas, os fiéis vão às igrejas para se sentirem bem, em um ambiente positivo, agradável e de paz. Faça do seu estabelecimento comercial o mesmo, fidelizando os seus clientes com um ótimo atendimento.



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O tesouro pode estar enterrado em seu quintal
28/05/2015
Volmir Parizotto

No livro “O Alquimista”, de Paulo Coelho, o personagem principal sonha em encontrar um tesouro em terras distantes. Chegando nelas, descobre que ele estava enterrado mesmo era em seu quintal, sob as raízes da árvore em que dormia. Essa metáfora nos faz repensar sobre onde está o nosso tesouro, ou seja: o nosso potencial. Ele pode estar próximo ou perdido dentro de nós mesmos. Isso nos serve enquanto indivíduos, como no coletivo também.

Percebemos esse fato desde nas equipes de futebol, até nas organizações empresarias. Há uma alta rotatividade de pessoas, e a solução normalmente encontrada é buscar fora, pagando um alto preço por aquilo que já está dentro.  Quem vive a cultura organizacional, tem a vantagem intrínseca do histórico. O colaborador conhece a missão e os valores, veste a camisa “atuando” com mais raça. Respirando o mesmo ar, dá o suor e o sangue pela instituição. O sujeito externo é naturalmente mercenário, podendo não se adaptar ao meio.

A maioria das pessoas tem seus sonhos castrados pelos comandantes. E sem potência não há fertilidade, nem criação. Elas se tornam bonecos manipulados, marionetes do sistema, desinteressados, desanimados. Aliás, a origem em latim da palavra alma é animus, portanto os recintos estão cheios de corpos des(anima), ou seja: “sem alma”. Em um ser infeliz, não há espaço para o talento. Quando os valores internos são negligenciados, além da atrofia produtiva, causa uma contaminação ao grupo.

O papel do verdadeiro líder é justamente descobrir e incentivar o potencial latente nas pessoas e da equipe. Estimulando o crescimento do indivíduo, afeta diretamente no coletivo. Um clima com motivação conduz as pessoas ao engajamento, significando um alto nível de comprometimento, transformando as ações em resultados concretos. Um líder visionário não vê os liderados como ameaças, mas como oportunidades de solução, afinal dizem que todo ser humano é uma estrela.  Deixá-la brilhar é a grandeza de um líder que sabe ser sol sem ofuscar, formando uma constelação.

Em vendas se fala que é mais barato manter os “clientes” ativos do que buscar novos. Numa organização, cabe o papel de quem está na base encontrar o seu tesouro interior através da força de vontade, e quem está no topo descobrir os talentos, reconhecendo e valorizando primeiramente a prata da casa. A fruta do vizinho nem sempre é melhor que a nossa, pois se plantamos com amor e dedicação, a colheita será farta. Pensemos nisso!



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Crise: oportunidade de eliminar as laranjas podres
21/05/2015
Volmir Parizotto

Vivemos em um momento de crise ambiental, econômica, política ou existencial?

A crise faz parte da humanidade desde os primórdios. A Bíblia, no Antigo Testamento, relata em Gênesis 41 o sonho do Faraó egípcio sobre as sete vacas gordas e as sete vacas magras, sonho este interpretado por José. Tornou-se real em sete anos de abundância, seguidos de sete anos de miséria. A Idade Média entre o século V e XV foi a era das sombras, com muita fome, pestes, mortes, estagnação econômica e cultural. Depois, na Europa, surgiu o Iluminismo e a Revolução Industrial entre o séculos XVII e XIX, encerrando tempos obscuros com luz ao desenvolvimento. Nos séculos XX e XXI, a tecnologia deu um salto exponencial para a humanidade, rumando à evolução futurista.

Tudo na vida é cíclico. Após a escuridão da noite vem o sol, o frio do inverno vem o calor do verão.  Aquele ditado dos antigos: “Após a tempestade vem a bonança”. Ou seja: nós podemos domesticar a crise, transformando-a em uma oportunidade de ouro para evoluirmos. Às vezes, naquela “vaca magra”, enxergamos uma sombra muito maior do que é. Vamos pegar o exemplo da Alemanha e o Japão no pós-guerra, que depois de arrasados, encontraram o caminho para despontarem como a segunda e a terceira maiores potências mundiais. No caos da destruição acharam a solução para o crescimento. Revolucionaram através da educação, adotando o controle populacional, desenvolvendo a tecnologia aliada à racionalização industrial, com produtividade e eficiência, focando na exportação. O legado dessa profunda transformação foi uma forte identidade cultural no povo, eternizada no sangue e no espírito das novas gerações.

A crise é avassaladora emocionalmente à sociedade. Gera um negativismo, inibe o consumo, retrai a economia e, com pessimismo, os investimentos. A face desse monstro é meramente psicológica, porém podemos aprender com ela, torná-la nossa aliada. Os grandes empreendedores são aqueles visionários, que percebem oportunidades nela. Investem, apostam no futuro, enquanto os fracassados lamentam-se pelos cantos.

A primeira lição que precisamos aprender é de que na fartura devemos guardar mantimentos para a escassez. O exemplo está nas formigas, que sabiamente recolhem folhas aos seus ninhos no calor, para alimentarem-se durante o gelo do inverno.

“Não podemos vestir o capuz de vítimas!” É o momento de reciclarmos nossos conceitos, aflorando a criatividade. Eliminar os excessos em nosso quintal, as “laranjas podres do cesto”, que podem contaminar as boas.  É hora de valorizar nossos empregos, empresas. Enfim, expulsar a ociosidade mascarada em nosso trabalho, sendo mais eficientes e produtivos, compactando o tempo, reduzindo a burocracia e focando em resultados. É uma oportunidade de melhorias duradouras.

Diante dessa palidez existencial percebemos que não somente a política e a economia passam por uma crise, mas a nossa identidade também. É uma chance de reflexão, pois a crise energética nos alerta para o respeito à natureza, à conservação ambiental, evitando desperdícios. Também espiritualmente devemos reciclar e eliminar os lixos emocionais que nos impedem de evoluirmos.

Essa é a transformação de que precisamos. O segredo do sucesso é muito mais simples do que imaginamos. É necessário somente força de vontade, iniciativa e ação.

Escolher a inércia ou enfrentar os desafios? A decisão é nossa.


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Não seja um "banana"
07/05/2015
Volmir Parizotto

O título pode ser forte, mas como diz o ditado: "a vida só é dura para quem é mole". Chegamos ao século XXI com uma grande crise de identidade, além do enorme vazio existencial. Notamos a grande dificuldade das pessoas assumirem postura única: falta autenticidade, originalidade nos atos e no caráter. Não sei se nossos pais e nós, como tal, estamos sendo omissos na formação da personalidade dos nossos filhos, pois há uma fragilidade de valores na sociedade, que administrará o futuro.

Mesmo nas empresas, onde a massa organizada, dedicada a um ofício ou, pelo menos, tentando ser, depara-se, volta e meia, com uma falta de interesse e capacitação que preocupa. Pessoas que se escondem atrás das mesas, ou ficam sempre em cima do muro, não escolhendo caminhos ou tomando decisões, apenas observando, alheios a atitudes, como uma bananeira que sem fibras, sem cerne, dobra-se ao sabor do vento. Esse cerne é a essência que construímos com o aprendizado, obtendo o destino certo. Sem ele, perdermos o norte.

Pessoas ganham pouco, mas não fazem nada para melhorar. As oportunidades estão presentes, passando à frente das vitrines que ocupamos. O sistema mercantil é mercenário. Exige produtividade, rentabilidade ou somos rejeitados. O potencial criativo somente o alcançamos com estudo e dedicação: à entrega ao que fazemos, aos sonhos, é isso que nos leva à realização.

O mundo moderno tem tolerância zero aos medíocres. Não tem mais lugar na nave, muito menos na janela; ficarão apenas assistindo a ela passar, às margens da prosperidade. O futuro será gerido por homens que se prepararam. Não adianta ficar 18h conectado à tecnologia, às mídias, se somente o banal é procurado. Existe a fonte da evolução disponível a todos, basta saber filtrar e utilizar o que nos engrandece. Os "bananas" serão manipulados pelos CDFs, seguirão onde os mais ágeis mandar.  Flutuarão na inatividade, na mesmice e na futilidade.

Sejamos úteis, primeiro a nós mesmos e, em consequência, ao mundo. Vamos nos conhecer melhor, nos respeitar para obter o valor de viver dignamente, a que temos direito. Toda pessoa é única, especial, está num degrau da evolução. Assumir isso é criar uma imagem positiva, é lapidar nosso ser. Como disse o sociólogo italiano Domenico De Masi, no livro Ócio Criativo: “temos 8h para dormir, 8h para trabalhar e 8h para o lazer e estudo. O que fazemos dessas últimas 8h é que norteia o nosso presente e determinará o futuro".

Sejamos firmes e focados no que queremos da vida. Não manipulados pela  ignorância, navegando em um oceano à deriva da sorte. Geralmente anulamos nossa identidade em casamentos, relacionamentos e no trabalho. A nossa essência deve ser preservada e enaltecida, independente das relações. Sejamos cerne e não "bananas".



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O dia em que partirmos
29/04/2015
Volmir Parizotto

Nascer, viver e morrer. Esse é o ciclo da vida. Quando emergimos à luz  terráquea, a cada dia que passa, ficamos mais próximos do fim. Como o antropólogo Castaneda relatou em suas obras, através do personagem Dom Juan: “Todo dia é um bom dia para viver, lutar ou morrer”. Encaramos a morte como algo assustador, a pior palavra do dicionário. Prefiro chamar de partir, uma maneira suavizada a algo que mais tememos na vida, porém inevitável.

Somos espíritos, ao nascer recebemos uma carcaça corpórea vulnerável, esta será moldada pelo que comemos e a máscara pintada conforme a personalidade formada. Somos responsáveis pela condução do corpo, no livre arbítrio. Do pó viemos e ao pó retornaremos, o que nos diferencia é o que fazemos embaixo de um mesmo sol.

A vida é real ao que fazemos numa fração de segundos, e que se renova todo momento, o resto é ilusão. O passado é uma história aos poucos esquecida, o futuro uma fantasia improvável. Se olharmos para dentro, perceberemos o coração batendo ritmicamente, bombeando o sangue vital. Em sincronia, o pulmão mantém aceso o sopro da vida. Os outros órgãos funcionam à mercê da vontade.  Somos uma máquina perfeita.

O ato de respirar já é por si mágico e não percebemos a grandiosidade da graça divina que age em nós. Às vezes nos frustramos por coisas banais, enxergamos só o que teoricamente nos falta, porém não o que já possuímos. A vida tão fantástica transformamos em uma medíocre rotina. Esperamos demais dos outros e agimos de menos. Vivemos a ilusão da modernidade, onde o supérfluo nos instiga à ambição por fantasias, as quais conquistando se tornam miragens. Sempre queremos mais, para preencher um vazio infinito. É insatisfação que gera a depressão, sendo o mal do século das aparências.

Somos únicos, diferentes e essa condição é o que nos torna belos. Devemos descobrir e agarrar os talentos, o que há de bom em nós e usarmos nossas melhores armas no bom combate da vida. A cada novo dia, ao acordar, recebemos a oportunidade de lutar mais uma batalha, em busca dos nossos sonhos. Sonhar é magnífico, mas realizar é divino. Devemos viver uma vida digna e honrosa para que o dia em que partirmos, possamos ingressar na dimensão infinita do cosmos, como verdadeiros vencedores.

O corpo é a carne do prazer e também da dor. Esse fardo que carregamos se dissolverá no pó da terra. O que levaremos sempre conosco é a essência, é o que somos em espírito. Sejamos bons e orgulharemos os nossos. A morte é somente diante dos olhos de quem fica, pois é apenas uma passagem, e acredito, para melhor.



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Ciclismo: muito além de um esporte
22/04/2015
Volmir Parizotto

Subir e descer, entre vales e montanhas. O agito da vida moderna da cidade, em alguns minutos, é substituído pela beleza dos campos.  A cada pedalada é um pedaço de chão a ser vencido. A força motriz está no homem, com completo domínio da direção e intensidade, no livre arbítrio de conduzir uma fantástica engenhoca. 

Ciclismo é a imersão no ar puro da natureza, o contato com os animais silvestres, o som dos rios, a brisa das cachoeiras, o vento frio no rosto, o calor do sol, a sombra do luar, os pingos de chuva que caem nos olhos, o barro de um solo vermelho que respinga na face, o suor na pele. Os pneus desafiam a gravidade sobre as pedras. Tudo sobre o controle das mãos que seguram firmemente o guidão, em completa sincronia com as pernas e pés determinando a velocidade. A natureza prostra-se aos olhos de ávidos ciclistas penetrando as matas, bosques e campos.

Aventura, adrenalina, calmaria ou imensidão. Só ou em equipe, traçando caminhos, abrindo trilhas, rompendo a vegetação.  O condutor sente-se dono de si mesmo e do mundo, na harmonia da natureza, mantendo-se em equilíbrio. Uma academia ao ar livre, um SPA mental. Alívio da carga estressante do dia a dia. 

Sem dúvidas, é o melhor e mais completo de todos os esportes, com pouco investimento, baixo risco, alto rendimento físico e plena satisfação. O ciclismo pode ser na modalidade Speed (asfalto) e Mountain Bike (terra). Você pode fazer amigos e conhecer o mundo. Bike não tem idade, nem preconceito. As melhores virtudes do ser humano afloram, como companheirismo, lealdade e humildade.  É sensação de liberdade infinita, sinônimo de saúde.

Quem procura a felicidade, encontra na bicicleta uma aproximação. Com ela você pode andar na velocidade que alegra o espírito. É mais que uma emoção, é puro êxtase.


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Números são da matéria, palavras são do espírito
24/03/2015
Volmir Parizotto

Na criação do universo, a bíblia traz em Gênesis (1.3): “Disse Deus: haja luz; e houve luz”. No novo testamento aparece novamente em João (1.1): “No princípio era o verbo, e o verbo estava com Deus, e o verbo era Deus”. É o poder da palavra que gera ação. 

Pitágoras, filósofo e matemático grego do século VI a. C. estudou os números, criando fórmulas matemáticas. Também no lado esotérico, através do estudo da numerologia, definiu os mesmos como determinantes em nossa personalidade, no som cósmico das esferas.

Chegando ao século XXI, percebemos o distanciamento cada vez maior entre números e palavras, onde se sobrepõe o primeiro. A sociedade nos impõe que somos apenas números. Quando o indivíduo nasce é um número a mais, quando morre um a menos. Somos apenas números nas empresas, nas escolas, na rede social, enfim, na vida. O CPF tem mais valor que a identidade. Somos vistos pelo que os algarismos nos representam.

O 20/03 é o equinócio de outono, ou seja, o equilíbrio entre o dia e a noite, quando são iguais. Nesta data ocorre também um eclipse solar no hemisfério norte, simbologicamente anunciando época de mudanças.

Vivemos em um ano de distúrbios sociais, com problemas econômicos e políticos. Evidencia-se uma luta de classes entre os ricos e as pessoas que mais produzem contra os que sobrevivem. Essa política socialista é bonita no papel, mas na prática acaba fazendo com que quem provém se iguale a quem recebe as migalhas, e o fiel da balança faz com que os dois fiquem sem nada.           

No Brasil o problema é complexo. Formado por uma miscigenação de raças, culturas e geografias diferentes, é um país de fraca história, gerando um povo sem identidade, sem raízes profundas e homogêneas.

O clamor do povo é contra uma situação insustentável, mas no poder político ninguém escuta ou faz que não. Todo esse grito é um aviso de insatisfação coletiva, embora democraticamente votemos e os políticos sejam o nosso espelho. Os que estão lá são apedrejados, mas os que estão fora, se lá estivessem, também seriam. Eles são uma amostra do povo brasileiro. Não somos vítimas do desgoverno, somos construtores dessa letargia, que há séculos vem se desenvolvendo. 

Não vamos se enganar, achando que pela dimensão geográfica e populacional somos uma potência. Seria muito melhor se o país fosse dividido em regiões. Mais fácil de administrar e distribuir os serviços e a riqueza, além do controle da corrupção. Em virtude desse caos, não somos um país de excelência, mas um país inoperante, que tudo se resolve no jeito. Um país de leis complexas, porém ineficazes. Um governo emperrado pela burocracia e sem meritocracia. Uma nação onde Eikes vivem a ilusão dos números, que se dissipam no tempo, é o retrato da (des)valorização dos automóveis e os imóveis. Como na Petrobrás, que devido à corrupção instalada, esses números se dissolvem rapidamente, pois o que nos falta é a seriedade, o valor das palavras, de cima abaixo nas esferas federal, estadual e municipal. Falta o polimento do caráter, numa sociedade que não consegue educar seus filhos.

Só a partir do momento em que melhorarmos como homens, a cada um de nós, é que poderemos transformar o mundo em que vivemos. Usarmos mais as palavras, com valor, olhar olho no olho e equilibrarmos o exagero dos números que destroem uma sociedade muito materialista, vivendo por instinto.

Esperamos no futuro que, ao nascer, o indivíduo some, e dotado de forte palavra, viva uma vida que quando morrer deixe uma contribuição maior ao coletivo.



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2015, o despertar do guerreiro
03/03/2015
Volmir Parizotto

Segundo a astrologia, 2015 é o ano regido pelo planeta marte. Marte é considerado o planeta vermelho, pela cor refletida na sua superfície. Simboliza o elemento fogo, da transmutação. O astro também representa o mineral ferro, o aço rígido e pesado. Nos estudos astrológicos é relacionado às vibrações de luta, garra, ousadia, impulsividade e guerra. O arquétipo marcial está enrustido também no sincretismo religioso, como o exemplo de  Ogum da Umbanda e em São Jorge da religião católica.

Essa inclinação cósmica tem de negativo a tendência à agressividade, se o ser humano não conter os impulsos. Embora o ano astrológico só inicia efetivamente no equinócio de outono, em 21/03, já podemos sentir os eflúvios no ar. A economia anda agitada, há um desgoverno político e a violência ressaltada entre as pessoas e no trânsito. A serenidade deve ser evocada. Precisamos parar, respirar, pensar e conter  nossas emoções antes de agir, pois, do contrário, podemos erroneamente vacilar e beber o veneno do arrependimento mais tarde.

É um ano com possibilidades reais de sucesso e prosperidade ou a estagnação na inércia, no sono da letargia humana. No livre arbítrio da vida, o caminho a seguir está em nossas mãos. Cabe a cada um construir o seu, em elevação ao céu espiritual ou descendo as profundezas da densa matéria, fria e escura.

Portanto, 2015 é um ano de ação. De positivo é que os sonhos poderão ser realizados, se houver iniciativa e determinação. É o despertar do guerreiro, saindo das sombras para lutar e vencer.



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Carnaval
14/02/2015
Volmir Parizotto

Como um dito popular, é após o carnaval que o ano realmente começa. O carnaval é a festa mais popular do Brasil, tradição histórica, representa a cultura brasileira e nos rotula turisticamente pelo mundo. É uma bela festa “persona” dos gregos, onde as máscaras da nossa personalidade são expostas. Reais, vindas do fundo íntimo ou ilusórias, como perspectivas de sonhos inconscientes. Tudo muito lindo, senão fossem deturpados os valores da sociedade constituída. O país esmorece até esta data, perdendo-se na letargia produtiva por quase dois meses do ano.

A grande preocupação é que nesse êxtase de alegria extravasado, o libertino toma conta das pessoas, como que se drogas e sexo fossem sinônimos de liberdade. “É o livre arbítrio de ser o não ser.” O resultado como consequência deste momento infantil, de “Peter Pan”, são os grandes índices de violência, principalmente no trânsito, ceifando muitas vidas. Também o aumento da taxa de natalidade e contaminação por doenças venéreas. Prejuízo ao estado, à sociedade e às pessoas.

O carnaval, um belo legado cultural, infelizmente é, para a maioria, um fator destrutivo dos valores da família, irresponsável e, às vezes, com graves consequências para toda a vida. Que bom seria se o carnaval emendasse com a virada de ano. Aí então, a nação sairia antes da inércia produtiva e o ano começaria de verdade, mais cedo para todos.



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A prosperidade no ar
26/01/2015
Volmir Parizotto

Do alto de um prédio, com os olhos no horizonte, contemplo a cidade. Em apenas 10 anos, muitas mudanças, os espaços vazios estão sendo preenchidos pelo concreto. Edifícios alcançam a visão dos morros distantes e encobrem a imagem de campos e florestas. Chapecó cresce vorazmente, a expansão exponencial foi devidamente planejada por pioneiros, homens visionários que parecem ter preparado o local da cidade para um futuro promissor.

Em cada residência, apartamento há homens com necessidades mercantis, que trabalham, estudam, se alimentam e tudo isso reflete no fluxo financeiro. Isso ocasiona a oportunidade viva a líderes ousados, com ambição e determinação. A história e o presente nos apresentam muitos “cases de sucesso”. Chapecó lembra a nação Norte Americana, onde cada fundo de uma garagem pode ser a origem de uma brilhante ideia, de uma grande banda de rock até uma mega empresa. Imigrantes continuam até hoje chegando à cidade com a miscigenação de raças, trazendo muito conhecimento e fomentando gratas iniciativas de sucesso.

Claro, há todo um entorno de dificuldades e ocupação marginal, natural a qualquer cidade de médio porte acima. Desenvolvimento traz junto mais violência e criminalidade, dificuldades de mobilidade urbana com engarrafamentos frequentes no trânsito. Porém, esse é o preço do crescimento. Mesmo com essa expansão prevista, para o futuro, a infraestrutura é compatível, e o governo pelo menos projeta obras para a sustentação dos próximos 50 anos, como, por exemplo, a captação de água do manancial que é o Rio Chapecozinho.

Mas até que porte poderemos chegar com sustentabilidade, aliando desenvolvimento x  qualidade de vida? Esse paradoxo é o que sempre preocupou a humanidade. Até que ponto o crescimento de uma cidade é viável?



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