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Edivan Júnior Pommerening

Com uma pitada de polêmica e outra de irreverência, Edivan Júnior Pommerening, que é professor universitário e responsável pela área de compliance (normas) de uma cooperativa de crédito, aborda temas referentes à competitividade e à sustentabilidade pessoal e empresarial em suas colunas.


E-mail: edivan@portaloestenews.com.br

Selic em queda livre: e agora?
03/08/2017
Edivan Júnior Pommerening

Por Edivan Junior Pommerening, responsável pela Área de Normas e Compliance da Central Cresol Sicoper. Certificação Profissional Anbima CPA-10 e CPA-20.


Os impactos da decadência da Selic nas taxas de juros de compra e venda de dinheiro e suas consequências à população.

Em 29 de julho de 2015 a Selic atingiu seu ápice nos últimos anos: 14,25% ao ano. Coincidentemente ou não, essa marca só havia sido igualada há dez anos, em reunião do Copom realizada em 30 de agosto de 2006. De lá para cá a curva do gráfico da Selic assemelhou-se a uma rede de dormir, com altas pontuais em 2009 e 2010, como reflexo da Crise do Subprime, e em 2012 e 2013. O ápice inverso aconteceu em 10 de outubro de 2012, quando o Copom decidiu pela redução da taxa básica de juros para 7,25% ao ano, a menor taxa desde 02 de janeiro de 1998.

De 29 de julho de 2015 a 26 de julho de 2017 a Selic já caiu cinco pontos percentuais, conforme pode ser visualizado a seguir:

Feito esse breve resgate histórico, chega-se ao dia 26 de julho de 2017 (quarta-feira), onde o Comitê de Política Monetária - Copom estabeleceu a Selic em 9,25%, abaixo de um dígito pela primeira vez nos últimos quatro anos. Em sua nota informativa ao público, o Copom insinuou que, mantidas as condições atuais, vai decepar mais um ponto percentual no seu próximo encontro, previsto para os primeiros dias de setembro, o que colocaria a taxa básica de juros brasileira em 8,25% ao ano.

Economistas mais radicais apostam que a Selic chegará aos famigerados 7,00% em dezembro de 2017, no que pese o fato de que ainda restam apenas três reuniões do Copom para este ano: setembro (5 e 6), outubro (24 e 25) e dezembro (5 e 6). Logo, se tal extremo se materializar, isso quer dizer que na reunião de outubro o índice provavelmente será de 7,50%, ficando um degrau menor para ser galgado no apagar do ano, pelo aumento do consumo no Natal e Ano Novo.

Como todos sabem, a Selic tem uma companheira inseparável: a inflação. O IPCA, que é o índice oficial de medição da inflação, encerrou o primeiro semestre de 2017 acumulado em 1,18%. Os mesmos economistas que vislumbram a Selic em 7,00% em 2017, também miram uma inflação acumulada de 3,6% para este ano, no cenário otimista. Como o IPCA e a Selic são comparsas de longa data, já deu para perceber que o primeiro sempre gira entorno de 60,00% da segunda.

O gráfico a seguir mostra o IPCA realizado nos últimos anos, assim como sua expectativa para os próximos exercícios:

O gráfico evidencia a queda acentuada da inflação entre 2016 e 2017, embora muitos consumidores ainda não conseguiram apalpá-la nas gôndolas dos supermercados (?). Há que se destacar que o recente aumento nos preços dos combustíveis tende a insuflar os preços de todas as mercadorias, dado que os combustíveis são sensíveis. Espera-se para os próximos anos uma leve alta na inflação, entretanto, sempre dentro do âmbito da meta, que atualmente é de 4,5%, mas que em 2019 será de 4,25% e em 2020 de 4,00%.

Em meio a tudo isso, como ficará a remuneração da poupança, o investimento mais conhecido do Brasil? Bom, o rendimento da poupança é "tabelado", ou seja, 0,50% ao mês mais TR, o que resulta em pouco mais de 0,5% ao mês. Contudo, se a Selic chegar a 8,50% ou menos (o que deverá acontecer já na próxima reunião do Copom), o rendimento da poupança mudará para 70,00% da Selic mais a TR. Então, se a taxa básica tramelar 2017 em 7,00%, a poupança remunerará seus poupadores em aproximadamente 5,40%.

Ainda que não na mesma velocidade, aliás, em velocidade bem menor, caem as taxas de juros de empréstimos, arrastadas pela Taxa Selic. Alguns bancos até aproveitaram a vibe para fazer apelos midiáticos, todavia com reduções centávicas. Pelos estudos do Banco Central, nos créditos com recursos livres para pessoas físicas (onde estão inclusos os "papagaios"), os juros caíram de 64,50% para 63,30% ao ano entre maio e junho de 2017. Já para pessoas jurídicas, os juros desses créditos caíram de 26,10% para 24,80% no mesmo período.

Ainda que estejam baixando, as atuais taxas de juros continuam altas quando comparadas a outros países, como o Canadá (0,75% a.a.), por exemplo, pois somam a gana bancária brasileira com o percentual necessário ao alívio do banco pelo risco de crédito que assume. Falando em inadimplência em operações de crédito, uma boa notícia: o índice também reduziu no mês de junho em relação ao mês de maio deste ano: de 4,00% para 3,70%, possivelmente uma consequência da descarga do FGTS de contas inativas na população.


"As atuais taxas de juros continuam altas, pois somam a gana bancária brasileira com o percentual necessário ao alívio do banco pelo risco de crédito que assume."


Se em 2015 e 2016 os investidores se esbaldaram no mercado financeiro, principalmente com investimentos indexados ao CDI, que é primo-irmão da Selic, agora as vacas pastejam em grama rasa. Chama-se a atenção, todavia, que aqueles ganhos eram dissimulados, pois a taxa real (ganho efetivo), tanto lá quanto aqui, não passam de 5,00% ao ano, pois sempre são vítimas dos efeitos deteriorantes da inflação.

Em geral, os bancos mais tradicionais do país não pagam mais que 80,00% do CDI para CDB's menores que R$ 50 mil, ou outros investimentos atrelados àquela taxa. Nesta dimensão, considerando que depósitos na poupança renderam em média 0,55% em julho de 2017, tem-se que CDB's de curto prazo que pagaram abaixo de 90,00% do CDI nesse período renderam menos que a poupança. Assim a tendência é a de que investidores mais ávidos e esclarecidos migrem para investimentos mais rentáveis, como imóveis na planta, por exemplo.

Portanto, o mercado financeiro sofre na pele os efeitos do ziguezague da Selic. De um lado, quando ela sobe, sobem juntas as taxas de juros, o dinheiro fica mais caro e aumenta a especulação na indústria financeira. De outro, quando ela cai, a remuneração das economias da população cai na mesma batida e o custo do dinheiro nem tanto. Neste contexto, a educação financeira vem a calhar, pois com conhecimento as pessoas podem anular ao menos um pouquinho as sequelas do sobe e desce gangoriano da Selic.

E como antídoto ao extremismo bancário apresenta-se o Cooperativismo de Crédito, modernamente rebatizado de "Cooperativismo Financeiro". O propósito deste modelo vai além de comprar e vender dinheiro. Trata-se de uma via duplicada, onde tanto a cooperativa quanto o cooperado compreendem que ele transcende a causa econômica para alcançar a causa social. Resta transparente que o cooperativismo financeiro, quando praticado com isenção narcisista, é um fertilizante da esperança, e só por isso já merece fé.



Comentários e sugestões podem ser enviados para o e-mail edivan@portaloestenews.com.br.

Investidores comedidos: as vacas gordas estão trocando de potreiro
07/02/2017
Edivan Júnior Pommerening

Os donos de investimentos indexados ao CDI ou qualquer outro indexador amigo da Selic viveram tempos de vacas gordas em 2015 e 2016, quando a taxa básica de juros (Selic) chegou ao patamar de 14,25%. Todavia, essas vacas gordas precisam ser explicadas, pois a inflação de 2015 fechou em 10,67% e o CDI em 13,29%, acarretando num ganho real bruto de apenas 2,37%. Já o ano seguinte (2016) foi melhor, pois o CDI fechou em 14,00% e a inflação (IPCA) em 6,29%, o que propiciou aos investidores em CDB's negociados a 100% do CDI um ganho real bruto de 7,25%. Convenhamos que são raras as atividades econômicas que servem um rendimento assim, embora ganhar dinheiro no mercado financeiro seja um empreendimento socialmente estéril. Agora, analisemos o gráfico a seguir:

Fonte: BCB

Pois bem, atuais e potenciais investidores: a Selic já caiu 1,25 de outubro de 2016 para cá e a tendência para 2017 é fechar entorno de 10,20%. Oportunamente, a próxima reunião do Copom, ou seja, dos caras que definem a Selic Meta, está marcada para 21/02. Então o cenário sugere que os investidores em papéis indexados a Selic vão frustrar-se em 2017? Sim, mas um analgésico vai acalmar um pouco essa dor: a concomitante queda da inflação. O governo estima que ao final deste ano a inflação ficará próxima do centro da meta, ou seja, 4,5%. Isso quer dizer que se o CDI dormir perto de 10% em 2017, com uma inflação ao redor de 4,5%, o investidor terá um ganho real de aproximadamente 5,26%, o que não chega a ser um mau negócio. Esse ganho, é claro, bruto de Imposto de Renda (IR), cuja alíquota varia em função do prazo do investimento, iniciando em 22,50 e terminando em 15,00%.

Naturalmente, quando a taxa básica de juros (Selic) se aproxima muito do rendimento da poupança, há migração de investimentos indexados naquela para esta. A propósito, a poupança de 2016 acumulou em 8,35%, portanto, com ganho real sobre a inflação. Já no ano anterior (2015), aconteceu o contrário: a inflação foi maior que a poupança e, neste plano, quem aplicou na “queridinha do Brasil” acabou perdendo parte do poder aquisitivo do seu dinheiro.

Mas, voltando à vaca fria, a tendência é a de que os investidores mais modestos pulem para a poupança, visto que em geral não conseguem negociar com o banco um ganho próximo de 100% do CDI. Hipoteticamente, imaginemos que em determinado mês o CDI esteja 0,92 e o cidadão tenha CDB's indexados a 86% do CDI. Se ele pretende resgatar esse investimento em até 180 dias, seus CDB's renderão, líquidos, 0,61%, portanto, menos que a poupança, que em 2016 rendeu em média 0,69%. Líquidos, pois sobre sua remuneração nominal incide o IR, o que não ocorre com a poupança, que é isenta desse imposto.

De outro lado, num cenário extremamente pessimista (ou otimista, dependendo do lado da mesa em que a pessoa está) se a Selic cair a menos de 8,5%, a regra do rendimento da poupança muda para 70% da Selic mais a TR (Taxa Referencial), aí o papo é outro. Ficando a taxa básica de juros igual ou acima de 8,5% os juros da poupança se mantém em 0,5% ao mês mais TR. Ressalta-se, outrossim, que em a inflação despencando ladeira abaixo, também a TR diminuirá, ainda que a passos bem mais lentos, reduzindo assim o rendimento da poupança, que por certo não se manterá nos níveis de 2016.

Sem entrar no mérito de se o modus operandi do atual governo está correto ou não, inconteste é que a economia vai paulatinamente voltar a ebulir em 2017, ao passo que investimentos até então “de molho” tendem a ser tornar atrativos novamente, a exemplo de imóveis. Em tempos idos, no auge das vacas gordas dos investimentos na indústria financeira, se um imóvel remunerasse seu investidor em menos de 1% ao mês (brutos de impostos e outras despesas), valeria mais a pena investir em papéis. Com a queda da taxa Selic essa referência de 1% precisa ser recalculada, com viés de baixa, sempre respeitado o quadro onde encontra-se cada investidor.


Reflitamos sobre: “Quando as receitas dos seus investimentos forem maiores do que todas as suas despesas pessoais, você estará financeiramente independente”.

- Gustavo Cerbasi



Dias produtivos a todos e até a próxima.



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Consumo consciente
02/01/2017
Edivan Júnior Pommerening

Fim de ano. As lojas fazem promoções para “desovar” o estoque antigo e assim abrir espaço para as “coleções” do ano que vem, ou até mesmo bater aquela meta que está atormentando o gerente. “Compre um e leve dois”, “até 80% de desconto”, “comece a pagar somente em maio de 2017”, “10 vezes sem juros”, enfim, os apelos são os mais diversos e criativos.

Já não é mais necessário dizer que o Natal e o Ano Novo tornaram-se datas mais comerciais do que de autorreflexão, pois isso já virou clichê, embora pouco ou nada tenha sido feito para mudar essa realidade. Os noticiários enfatizam o quanto se vendeu a mais ou a menos em relação aos anos anteriores. É a materialização do que foi escrito aí na frase anterior.

Feita esta contextualização, podemos adentrar no labirinto que permeia a seguinte pergunta: é barato ou é preciso? Vamos a um exemplo prático: você tem um tênis praticamente novo em casa. Pagou R$ 500,00 por ele. Aí vem a loja “X”, às vésperas de 2017, anunciando o mesmo tênis por R$ 300,00. Atraído pelo inédito desconto, você compra outro par.

É barato ou é preciso? Eis a questão, Shakespeare. Estando com as contas apertadas ou já descarriladas, “é preciso” é o autoquestionamento mais propício. Não, o indivíduo não ganhou R$ 200,00, perdeu R$ 300,00. Aqui o barato serve de analgésico para a pseudossensação de se ter feito um “baita negócio”, colocando embaixo do tapete os R$ 300,00 perdidos.

Mesmo quem tem plenas condições de comprar aquele segundo tênis, deveria se fazer essa pergunta, em prol de um consumo consciente. O mundo precisa consumir menos, para não entrar em rota de colisão com o apocalipse. Afinal, o consumo contumaz enriquece o PIB, mas empobrece as pessoas, que o diga Pepe Mujica, enquanto admirava seu fusca azul marinho.

Alguém sempre paga a conta. E esse alguém, todo mundo sabe, é o cliente. A menos que esteja lavando dinheiro, nenhum empresário seria infantil a ponto de vender com prejuízo. Para dar um desconto de R$ 200,00 num tênis de R$ 500,00, no mínimo está vendendo pela metade do dobro. Se não for isso, de alguma forma alguém já pagou ou vai pagar essa conta.

Se a teoria do consumo consciente não sensibilizar, que ao menos o “barato que não é preciso” seja adquirido à vista. Desta forma, há indícios de que o indivíduo tem suas finanças equilibradas, as quais lhe permitem algumas regalias. Essa teoria, assim de modo superficial, dificilmente convencerá os consumidores compulsivos, pois precisam de uma dose maior de ajuda.

Resistir às fágicas tentações comerciais é tão difícil quanto resistir àquele chocolate se deleitando na sua frente. E a mídia mercantilista, catalisada pelo capitalismo, virou craque em alienar a massa consumidora com um malévolo merchandising. Diante disso temos de ser resilientes e praticar um consumo lúcido, que o tempo se encarregará do resto.


Reflitamos sobre: “2017: vou te matar no peito e te bater para o gol antes que tu caias no chão. #ForçaChape”

- Edivan Junior Pommerening



Dias produtivos a todos e até a próxima!



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Os dois lados da confiança
19/12/2016
Edivan Júnior Pommerening

Em qualquer empreendimento, seja pessoal ou profissional, a confiança é fundamental. O empreendedor precisa confiar em si mesmo, em sua equipe e no próprio empreendimento. Para confiar em si mesmo é preciso se preparar ao desafio. Para confiar na equipe é necessário capacitá-la e comprometê-la. O empreendimento, por sua vez, para ser confiável, requer um bom estudo técnico que lhe indique o mínimo de viabilidade. Um pouco de receio em todo esse contexto também não faz mal. O medo não é uma parede, mas sim um saudável limitador de velocidade. A confiança sem esses elementos adjuntos é sinônimo de sandice.

Invertendo a jogada, a escassez de confiança introspecta a virilidade do indivíduo. A parca confiança coloca o despreparo em eminente flagrante. Logo, o lado negativo da confiança é uma obvia overdose dela. O excesso de confiança faz com que o empresário abra mão de controles internos, compliance e gestão de riscos. Já a confiança com uma pitada de sensatez impele a implantação desses mecanismos, não por não confiar em si mesmo, na equipe ou no projeto, mas para evitar erros inerentes ao ser humano e à confiança em demasia. O desdém do preparo, como já foi dito aí em cima, também pode gerar uma confiança insana, inconsequente.

A confiança além da medida faz com que um motorista experimentado ande além da velocidade permitida sem enlaçar-se ao cinto de segurança. Faz um empresário tomar decisões sobre os rumos da sua empresa sem o devido zelo. Em excesso ela também motiva um piloto de avião a voar no limite de combustível da aeronave. Motiva um aluno a ir para a prova sem estudar ou inadvertidamente achando que estudou o suficiente. Uma alternativa é confiar desconfiando. Confiar depois de estudar e treinar muito e beliscar-se constantemente para garantir um nível satisfatório de sobriedade racional. Confiança: bebamos com moderação.


O trabalho e o recado de Paulo


Fim de tarde em Três Arroios, RS (pertinho de Erechim). Sol se pondo, temperatura agradável, natureza generosa, águas termais. Procuro algo para ler, ao que não encontro de imediato. Passados alguns minutos, jogado num canto da cabana que me hospedava, um folheto atrai minha atenção. Apanho-o, manuseio-o por alguns instantes e concluo tratar-se de um folheto religioso, contento o rito de uma celebração ordinária. Corro os olhos pelo material e deparo-me com o seguinte trecho bíblico, transcrito da Segunda Carta de Paulo aos Tessalonicences. Segue:


“Pois vocês mesmos sabem como devem seguir o nosso exemplo, porque não vivemos ociosamente quando estivemos entre vocês, nem comemos coisa alguma à custa de ninguém. Pelo contrário, trabalhamos arduamente e com fadiga, dia e noite, para não sermos pesados a nenhum de vocês; não por que não tivéssemos tal direito, mas para que nos tornássemos um modelo para ser imitado por vocês. Quando ainda estávamos com vocês, nós lhes ordenamos isto: se alguém não quiser trabalhar, também não coma. Pois ouvimos que alguns de vocês estão ociosos; não trabalham, mas andam se intrometendo na vida alheia. A tais pessoas ordenamos e exortamos no Senhor Jesus Cristo que trabalhem tranquilamente e comam o seu próprio pão.” (2 Tessalonicenses 3:7-12, grifo nosso)


É até um atrevimento comentar tais palavras, pois são perfeitas, conquanto, o trabalho é uma dádiva divina. Um alento ao corpo e à alma. O trabalho é um dos elixires da juventude e da felicidade. Não é um peso, pelo contrário, um alívio à consciência. Trabalhar é uma questão de honra, de orgulho, de ego. Onde está o trabalho não há espaço para as mazelas existenciais. Usufruir dos frutos do próprio trabalho é uma satisfação indescritível. Usufruir dos frutos do trabalho alheio é desabonador. Pelo trabalho ampliam-se as alternativas de responder a pergunta: qual é a tua obra? #euamotrabalhar


Força Chape



Reflitamos sobre: “O mal de quase todos nós é que preferimos ser arruinados pelo elogio a ser salvos pela crítica”.

- Norman Vincent



Dias produtivos a todos e até a próxima.



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Processo decisório com populismo
21/11/2016
Edivan Júnior Pommerening

Tarifas bancárias: gratuidades


Tarifa bancária é o preço que o cliente de um banco ou o associado de uma cooperativa de crédito paga pelos serviços oferecidos pela instituição financeira: a disponibilização de um talão de cheques, por exemplo. Mas você sabia que pode usufruir de alguns destes serviços sem pagar nada? São as gratuidades estabelecidas pelo Art. 2º da Resolução 3.919, de 25 de novembro de 2010, emanada no Conselho Monetário Nacional brasileiro. São elas:

Tabela com os serviços essenciais de conta de depósitos à vista

Serviços

Serviços gratuitos por mês

Fornecimento de cartão com função débito

-

Fornecimento de segunda via de cartão, exceto nos casos de pedido de reposição formulados pelo correntista decorrentes de perda, roubo, furto, danificação e outros motivos não imputáveis à instituição emitente

-

Realização de saques em guichê de caixa, inclusive por meio de cheque ou de cheque avulso, ou em terminal de autoatendimento

4

Realização de transferências de recursos entre contas na própria instituição, em guichê de caixa, em terminal de autoatendimento e/ou pela internet

2

Fornecimento de extrato contendo a movimentação dos últimos trinta dias por meio de guichê de caixa e/ou terminal de autoatendimento

2

Realização de consultas mediante utilização da internet

sem limite

Fornecimento anual de extrato consolidado, discriminando, mês a mês, os valores cobrados no ano anterior relativos às tarifas, juros, encargos moratórios, multas e demais despesas incidentes sobre operações de crédito e de arrendamento mercantil

-

Compensação de cheques

sem limite

Fornecimento de folhas de cheque, desde que o correntista reúna os requisitos necessários à sua utilização, de acordo com a regulamentação em vigor e as condições pactuadas

10

Prestação de qualquer serviço por meios eletrônicos, no caso de contas cujos contratos prevejam utilizar exclusivamente meios eletrônicos

sem limite


Considerando que alguns bancos e cooperativas de crédito não cobram tarifa de manutenção de conta-corrente (raro, mas encontrável), tem-se que é possível usufruir dos serviços bancários a custo zero, graças a essas gratuidades, dependendo do volume e da complexidade das demandas financeiras do indivíduo. Ademais, as tarifas bancárias, individualmente ou somadas a outras despesas, podem pesar no orçamento familiar. Portanto, isentar-se delas pode ser uma mão na roda.


Processo decisório com populismo


Já trabalhamos esse assunto aqui, porém, de tão inquietante, vale a pena retomá-lo. Trata-se da preocupação de agradar a todos. Antes de se tomar decisões é comum ao tomador refletir se satisfarão aqueles que forem atingidos diretamente por elas. Isso acontece na família, na prefeitura, na igreja, na empresa, enfim, em qualquer lugar onde são tomadas decisões que mexem com um grupo de pessoas. Os pais, antes de tomarem uma atitude em relação aos filhos, refletem se todos vão gostar dela. O prefeito, antes de decidir sobre o município, pensa na reação dos munícipes sobre o que será decidido. O pastor da igreja, antes de falar qualquer coisa, avalia os possíveis impactos de suas palavras nos fiéis. O empresário, antes de determinar algo sobre a organização que comanda, se preocupa com o que vão pensar os seus sócios e funcionários. Agradar todo mundo é praticamente uma utopia, e, dependendo do viés, uma insanidade. Por suposto, quanto maior o grupo, mais árdua será a tarefa de agradar o todo. Se para os pais é difícil agir de modo a contentar todos os filhos, quiçá um prefeito em relação às milhares de pessoas que representa. O que fazer então? Primar pela instituição, ainda que momentaneamente isso abale interesses pessoais, como dinheiro, conforto, status e poder. O pai, o prefeito, o pastor, o empresário, que procura agradar todo mundo trata-se de um populista sintomático. Com efeito, a linha que separa o populismo da inconsequência é milimetricamente tênue. Isto porque ao adotar decisões populistas o gestor, seja da família, da cidade, da igreja ou da empresa, coloca em risco a durabilidade da organização que dirige, tudo para evitar os efeitos de uma decisão institucional, entretanto, impopular. Evidente que essa faca tem dois gumes, pois as escolhas que envolvem um grupo de pessoas requerem altruísmo de líderes e liderados. O líder tem receio de escolher caminhos impopulares, visto que tanto ele quanto seus liderados podem ter objetivos pessoais nessa seara, os quais possivelmente não sejam concretizados se a decisão visar tão somente o coletivo. A preocupação de agradar a todos torna as decisões lentas e complexas. Demora-se para tomá-las, pois se quer resolver os mais diversos problemas particulares e, quando tomadas, ainda perecem de vícios. Pois bem, se pais, filhos, prefeitos, eleitores, religiosos, fiéis, empresários, funcionários, etc., visassem à família, à cidade, à igreja e à empresa, quão mais simples e fácil seria o processo decisório. Sim, estimado leitor, o mundo não é perfeito, e nunca será, mas abrir mão de buscar a perfeição é covardia. Qualquer dia proseamos mais sobre isso.


Reflitamos sobre: “Nós sempre temos tendência de ver coisas que não existem, e ficar cegos para as grandes lições que estão diante de nossos olhos”.

- Paulo Coelho



Dias produtivos a todos e até a próxima.



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7 dicas para desequilibrar-se financeiramente e cair nas dívidas
03/11/2016
Edivan Júnior Pommerening

Perder o equilíbrio financeiro não é nada fácil. Cair nas dívidas, então, nem se fala. É preciso muito esforço para desorganizar-se financeiramente e ficar endividado. Não para menos alguns tentam a vida inteira e não conseguem. Talvez por interromperem o tratamento ou não seguirem à risca o script do descontrole financeiro familiar/pessoal. A seguir, algumas dicas para você perder o equilíbrio e estatelar-se nas dívidas o mais rápido possível, porque não há tempo a perder.


1) Seja desorganizado, descontrolado e indisciplinado. Organização, controle e disciplina vão te levar à direção oposta do que você quer. Então, nada de ficar anotando numa planilha do Excel tudo o que tu ganhas e tudo o que tu gastas. Até porque é uma atividade chata pra caramba e, afinal de contas, tem coisas que é melhor nem saber mesmo, para não ter de ficar ruminando.

2) Não faça um planejamento financeiro para ti e para a tua família, do contrário, vai ser difícil atingir teu objetivo: ficar endividado. Planejamento é um veneno para o descontrole financeiro. Planejar e agir para levar uma vida tranquila, fazer investimentos, viajar pelo mundo, é um tédio. Com emoção é viver sem saber se haverá dinheiro para pagar todas as contas no mês que vem.

3) Não economize, gaste o máximo que puder e, sempre que possível, mais do que você ganha. Sem essa de economizar pelo menos 30% do que você fatura. Isso é conversa para boi dormir. Deixar dinheiro para os herdeiros brigarem depois? Caia fora disso. Torre tudo agora. Quem quer ficar endividado não pode ter mais nem um centavo na conta depois do dia 15 de cada mês.

4) Compre coisas supérfluas a prazo. Se comprar à vista, já era ficar endividado. Supérfluos tem de ser adquiridos parceladamente, e no maior número de parcelas que o vendedor puder conceder. Comprando à vista você corre o risco de ficar disciplinado, e essa não é sua intenção. Deixe de lado aquele Galaxy J5 em perfeito estado que você tem em casa e compre um J7 novinho, a prazo.

5) Não fiques para trás do seu vizinho, amigo, parente, visto que tu não és piolho para ser morto com a unha. Vai ficar feio para ti se ele “evoluir” e você não. Tu serás excluído socialmente. Portanto, se ele comprar uma bicicleta nova, compre outra, ainda mais bonita e cara. Se ele construir uma casa nova, construa outra, bem maior e com o dobro de vagas de garagem. A prazo, é claro.

6) Arrume o quanto puder de despesas fixas: internet, telefone, TV a cabo, clube, plano de dados móveis, empregada, comprar roupas e calçados duas vezes por mês, jantar fora duas vezes por semana, guloseimas todos os dias, enfim, tudo aquilo que você precisará pagar religiosamente, todo santo mês. Prime pelas despesas fixas, pois as eventuais não terão força para lhe endividar.

7) Pague juros, multas, tarifas bancárias. Faça o que for necessário para comprar a prazo e pagar juros. Depois, deixe as contas atrasarem, principalmente a do cartão de crédito, assim os juros e as multas ajudarão a corroer o seu dinheiro e tu estarás quebrado em menos tempo. E sem essa de cumprir as leis de trânsito. Isso é coisa de otário. Multas de trânsito são sempre bem-vindas.


Essas são apenas algumas dicas. Certamente existem mais. Como podes observar, não é moleza, requer muito empenho, porém, seguindo o tratamento direitinho, não tem erro, tu atingirás teu objetivo: desequilibrar-se financeiramente e cair nas dívidas. Não precisa seguir uma ordem. Você pode iniciar pela dica que julgar mais conveniente. Mas, seja forte! Não caia em tentação! Pois planejamento, organização controle e disciplina vão colocar tudo por água abaixo.


Reflexão da semana: “Não tenho pessoas que trabalham para mim. Tenho pessoas que trabalham comigo”.

- Heloíza Périssé – Atriz Global



Dias produtivos a todos e até a próxima!



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Veredas de um grande sertão
24/10/2016
Edivan Júnior Pommerening

“Lá no sul, as pessoas acham que os nordestinos são preguiçosos. Não há como negar: há preguiçosos aqui, assim como lá no sul nem todos têm vontade de trabalhar”. Essa afirmação me foi feita por um nativo durante uma viagem a trabalho que fiz no início de outubro de 2016 ao sertão pernambucano. Nesta coluna serão tratados alguns mitos e verdades, numa visão muito particular deste que vos escreve, observados na região do Pajeú, fronteiriça ao agreste do estado de Pernambuco.

Passados 130 km da região metropolitana de Recife, avista-se, imponente, a cidade de Caruaru, com seus mais de 350.000 habitantes, em pleno agreste, vertida de arranha-céus e entranhada nalgumas montanhas de terra e rocha. A cor predominante da região é o marrom, dada a terra seminua, que só não é nua em função da escassa vegetação, não mais alta que um ser humano, praticamente toda seca, pela falta de chuva desde abril e que só virá, se virá, em dezembro.

Seguindo a estrada, cabras e jegues, jovens e adultos, caminhando à beira da rodovia, nos dois sentidos. Recentemente uma reportagem da televisão explicou esse fenômeno, especificamente quanto aos jegues. A dita reportagem dizia que o aumento da renda do nordestino nos últimos anos fez com que muitos trocassem os bichinhos pelas motocicletas, abandonados à própria sorte. Em paralelo, avistam-se raros casebres de galhos amalgamados com lama, desabitados.

De Caruaru mais 185 km, uma obra babilônica floresce da terra: a transposição do Rio São Francisco, cujo canal rasga o sertão de ponta a ponta. Homens e máquinas trabalham para levar à região as águas do rio que serviu tema à novela “Velho Chico”. A obra renova a esperança de milhões de famílias, que trocariam ouro por água. Ainda que esteja atrasada, e provavelmente tem sido mais um duto de propina, a pergunta que não quer calar é: por que não foi feita há 20 anos?

Tabira, o nosso destino, fica a 400 km da capital pernambucana, sentido oposto ao litoral do estado, e a 10 km da fronteira com o estado da Paraíba. A cidade tem quase 29 mil habitantes e sua economia é calcada na produção de gado bovino e caprino. Um dia por semana, numa feira local, são comercializadas entorno de 3000 cabeças de gado, seja para engorda ou abate. Outra feira que chama atenção é a “Feira do Rolo”, onde o cidadão pode trocar um sofá usado por uma geladeira, por exemplo.

Os programas sociais geraram dois impactos antagônicos no nordeste brasileiro: um positivo e outro negativo. O positivo é que tirou milhões de famílias da extrema pobreza, que antes dividiam a palma (espécie de cactos sem espinhos) com os animais. O negativo é que enferrujou a engrenagem empreendedora dos seus beneficiários. Um nordestino mesmo me confessou que muitos dos seus conterrâneos passaram a viver escorados em bolsas distribuídas pelo governo.

Como toda moeda precisa ser vista dos dois lados, ressalta-se que o nordestino é tão empreendedor quanto nós, aqui do sul, pois o empreendedorismo costuma produzir mais em terras menos hidratadas. Inacreditavelmente, muitos sertanejos conseguem se sobressair num ambiente árido, açoitado pela seca, de sol escaldante e água em conta-gotas. Mas em Tabira as águas do São Chico já chegaram, notadamente pelo verde das plantações, que já não mais dependem tanto da chuva.

Por essas e outras, conclui-se que a afirmação do primeiro parágrafo é digna de reflexão: há nordestinos que trabalham, que empreendem, e só não fazem mais pois, sem água, não vale a pena lançar as sementes na terra. Em contrapartida, aqui no sul, também há deitados em berço esplêndido, mesmo com água para dar e vender. Portanto, cabe a todo brasileiro querer fazer a diferença, para que deixem um legado, e o governo, por seu turno, precisa lhes dar água, para que plantem.

Foto: Parte das obras de transposição do Rio São Francisco


Aviso importante: em virtude de novos projetos pessoais e profissionais, a partir de novembro de 2016 minhas colunas passarão a ser publicadas quinzenalmente.


Reflexão da semana: “Não adianta ser especialista em coisas fúteis”.

- Volmir Parizotto, no livro “O turbilhão dos novos tempos”



Uma semana produtiva a todos e até segunda-feira que vem!



Comentários e sugestões podem ser enviados para o e-mail edivan@portaloestenews.com.br.

Atenção, tripulação! Portas em automático!
18/10/2016
Edivan Júnior Pommerening

* Excepcionalmente nesta terça-feira.


Nessas andanças por aeroportos e aeronaves brasileiros, chama-me a atenção o comportamento de algumas pessoas. Comportamento que coloca em risco a própria segurança e a segurança das outras pessoas, além de descompassar o fluxo normal dos processos, na contramão de que tudo funcione o mais próximo possível do jeito que foi desenhado. Notem vocês que não trataremos das pessoas neste espaço, mas sim dos seus comportamentos inadequados, principalmente quanto ao uso do telefone celular. Bem assim, um certo livro de educação infantil cujo nome me fugiu da alçada mnêmica ensina que, quando necessário, devemos questionar o comportamento das pessoas, mas nunca as pessoas, pois são dádivas divinas.

Antes de cada decolagem, as companhias aéreas reproduzem alguns procedimentos de segurança a serem repetidos em caso de sinistro. Para quem viaja com certa frequência isso se torna monótono e com o tempo são grandes as chances de serem preteridos. Há quem acredite que sejam desconexos, pois, numa queda de avião, a probabilidade de alguém escapar com vida é remota. Porém, se a queda for na água, por exemplo, ainda que só tenhamos aquele vagabundo 1% de chance de sobreviver, fará toda diferença saber que o assento das poltronas tem a função de boia, que poderá nos manter flutuando até a chegada do resgate.

E o celular? Ah! O celular. Algumas pessoas estão tão ocupadas com o aparelho, que simplesmente cegam-se ao repasse dos procedimentos de segurança. Desta forma a segurança pessoal perde de goleada o jogo contra o celular. Sem falar que muitos aparelhos não podem permanecer ligados durante o voo, nem mesmo no modo “avião”, todavia, alguns desatentos/teimosos não resistem. Um que outro, ao sentirem a aproximação dos comissários de bordo, ainda escondem rapidinho o aparelho no bolso. Por suposto, quem é viciado em celular geralmente vai negar isso, assim como a maioria dos alcoólatras jura que só bebe socialmente.

O celular também é responsável por alguns contratempos em aeroportos. O cidadão está mergulhado no celular, em estado de transe. No sistema de som é anunciado o início do embarque e o cidadão ali, hipnotizado. Os passageiros vão embarcando, um a um, e o cidadão ali, cabresteado. Não, estimado leitor, ele não está trabalhando e, tampouco, estudando, está vendo aqueles vídeos toscos compartilhados via WhatsApp. Então a companhia aérea adota o procedimento de emergência: chama-o pelo nome, uma, duas vezes. Na terceira e última chamada o indivíduo se dá conta de que é ele quem está atrasando o voo e, para não perdê-lo, sai correndo, enlouquecido, em direção ao portão de embarque.

Não tenho dúvidas que o celular trouxe comodidades e benefícios às pessoas. Tenho dúvidas, todavia, se, colocados numa balança, tais benefícios são mais pesados que as perniciosidades. Não tenho dúvidas que muitos utilizem o celular para trabalhar, estudar e encurtar distâncias. Tenho dúvidas, todavia, se, por motivos fúteis, famílias, amizades, culturas, não estão sendo derretidas por este aparelho. Não há como negar que o celular é tentador, e como ser humano também luto para não virar seu refém. Não há como negar, outrossim, que durante o trabalho o cidadão é tentado a largar tudo o que está fazendo para atender a vibração do celular.

A humanidade está vivendo um ciclo, o ciclo do entretenimento tecnológico, do qual estamos na crista da onda. Mas como para tudo há um tempo certo, quem sabe daqui alguns anos as pessoas venham a se lamentar do tempo ao qual se deliciaram com os açucares dos celulares e que agora lhe provocam diabetes. Receio, conquanto, que a futura decadência do celular provoque o homem a inventar outro modismo. Afinal, a alienação humana às tecnologias frívolas provoca o consumo, e este, por sua vez, alimenta o capitalismo selvagem. Enquanto isso, é inadiável remediar os efeitos colaterais emburrecedores do celular nos seres humanos, antes que o comandante coloque as portas do avião em modo automático.


O turbilhão dos novos tempos


Senti-me “escolhido a dedo” ao ser convidado para o lançamento do livro “O turbilhão dos novos tempos” do mestre Volmir Parizotto, feito no último dia 11 de outubro, em Chapecó-SC. O livro é o quarto da carreira ascendente do escritor e palestrante. Estou quase terminando de lê-lo, e, como bem está anunciado em sua capa, é “um livro forte, impactante, que desafia a arte de pensar”. Ficaste interessado? Então entre em contato agora com o autor pelo e-mail volmirparizotto@hotmail.com ou passe no Superalfa Chapecó e adquira o seu exemplar.


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Reflexão da semana: “Tarzan é humano, porém, ao conviver com gorilas, se tornou um deles”.

- Edivan Junior Pommerening



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Mundo real x mundo ideal
13/10/2016
Edivan Júnior Pommerening

* Excepcionalmente nesta quinta-feira.


Por certo há dois mundos: o mundo real e o mundo ideal. O mundo real é o que vivemos no dia a dia. Aquele com coisas boas e coisas ruins, benefícios e malefícios, lucros e prejuízos, mocinhos e bandidos, Piu-pius e Frajolas. Já o mundo ideal é perfeito. Lá tudo funciona conforme o programado, o mal foi exterminado de sua face, todos os motoristas respeitam a faixa de pedestres, os casais não brigam e as estradas são todas pavimentadas. Pois bem! No mundo ideal a vaquinha sempre dá dez litros de leite “por tirada”. No mundo real ela pode ficar doente e morrer. Coisa de louco, não? Logo, em que mundo viver?


 ̶  Colunista: pelo que leio em suas colunas, o Sr. tende ao mundo ideal.

 ̶ De fato, estimado leitor. Por vezes pinto cenários de Canaã, a Terra Prometida, que emana leite e mel.

 ̶  Então o Sr. esquiva-se da realidade?

̶  Agora chegamos ao “x” da questão. E qualquer semelhança com os “x” das empresas do Eike Batista, que era tido como guru da administração, não é mera coincidência, pois suas múltiplas de “x” quebraram (ressalvado o fato de que tais quebras possam ter sido premeditadas).

A chave dessa porta é usar o mundo real para fomentar o mundo ideal. Precisamos encarar a realidade; esquivar-se dela é negligência. Não podemos entregar nosso organismo ao soro hospitalar da utopia. Entretanto, “encarar” não é, nem de longe, sinônimo de “aceitar”. Aceitar a realidade é o mesmo que deixar tanto seus tumores malignos quanto os benignos entrarem em nosso corpo, que só deveria ter espaço para os benignos, mas, infelizmente, tem para os dois. E para colocar uma rocha embaixo desta afirmação, cospe-se um ditado chinês que assevera: “cada ser humano nasce com dois lobos dentro de si, um bom e um mau, pelo que só sobrevive aquele que é alimentado”. Ora, voltando à vaca fria, temos de encarar a realidade e perseguir a perfeição diuturnamente, inclusive à noite, como já disse certo alguém (risos despretensiosos). Perseguir a realidade como o Scrat persegue a avelã é um dever de cada ser humano.

 ̶  Ah, colunista, isso é impossível! Pode desespetar sua carne. É tempo perdido. Jamais vamos chagar lá.

 ̶  Tu estás parcialmente correto, estimado leitor. Talvez nossa geração consiga mover apenas um metro desse pesado trem que precisa se deslocar um quilômetro, mas, não avançar esses cem centímetros será uma sacanagem com as próximas gerações. Aliás, ontem mesmo assisti o filme “13º Distrito”, protagonizado pelo falecido “Paul Walker”, aquele da série “Velozes e Furiosos”, e em certa cena do filme seu parceiro duvidou que ele pudesse dar fim a uma determinada missão, ao que respondeu de pronto:

 ̶  Prefiro morrer tentando do que ficar aqui parado sem fazer nada. A frase é antiga, porém perfeitamente encaixável em nosso contexto. Nem tinha me tocado, mas esse filme tem muito a ver com o que estamos discutindo nessa coluna. Para quem gosta de ação, é uma boa pedida. Conclusão: sim, temos que enfrentar a realidade, mas, mais do que isso, temos que pelejar para mudar o que nela não está certo. É preciso ter consciência de que a vaquinha pode morrer, por isso devemos cuidar dela para que isso não aconteça, mas, se mesmo assim acontecer, precisamos ter um plano “B” na mão, ou, no máximo, no bolso da calça.


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Reflexão da semana: “Cada dia que você deixa de treinar, ou de se dedicar ao treinamento, significa um dia mais distante da realização dos seus sonhos”.

- Bernardinho, técnico da seleção brasileira de vôlei masculino



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Dos destroços da eleição
04/10/2016
Edivan Júnior Pommerening

* Excepcionalmente nesta terça-feira.


Rangidos de dentes

Eleitores sorrindo

Eleitores chorando

Outros indiferentes

Vencedores e vencidos

Votos comprados

Votos vendidos

Dinheiro sujo

Insônia e cansaço

Maus exemplos

Bons exemplos

Cidadania exercida

Esperanças renovadas

Promessas impossíveis

Rabos presos

Viracasacas

Consciências leves

Consciências pesadas

Muitas alienadas

Dívidas de campanha

Candidatos endividados

Marionetes e fantoches

Recursos desperdiçados

Lixo nas ruas

Despreparados eleitos

Políticos profissionais

Futuro incerto

Provocações e deboches

Farpas e estilhaços

Lutas inglórias

Candidatos frustrados

Imagens manchadas

Famílias divididas

Vizinhos brigados

Amizades desfeitas

Capangas e coronéis

Festas e foguetes

Crimes e atentados

Choros e velas

Empregos e desempregos

Tetas e cabides

Eleitores iludidos

Hipócritas e demagogos

Resultados contestados

Resultados injustos

Alguns inesperados

Doenças crônicas

Esquemas fechados

Comentários a esmo

Cultura medíocre

Segunda-feira

Rotina de volta

Dois mil e dezoito

Mais do mesmo

Até quando?


Reflexão da semana: "Bola na trave não altera o placar".

- Da música "É uma partida de futebol", da Banda Skank



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Power Trio Fireball e Rogério Mello
Black Veder e Red Hot Chili Peppers By Organic
Eduardo Gustavo e Lucas & Lorenzzo
Local: Cher

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