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Quirino Ribeiro

Com mais de 45 anos de atuação jornalística, Quirino Ribeiro já passou pelos principais veículos de comunicação do País. Atualmente, é gerente comercial do SBT/SC - região Oeste, comentarista na Rádio Chapecó, colunista no Jornal Sul Brasil e, de agora em diante, se fará presente também no Portal Oeste News. De segunda a sexta-feira acompanhe aqui o que é destaque no Brasil. 


E-mail: quirino@scc.com.br

Escalada do dólar pressiona preços
06/12/2019
Quirino Ribeiro

“Todo homem é o arquiteto de seu próprio destino”. (Salústio)


Brasileiros já sentem no bolso os efeitos da alta do dólar. Nas últimas duas semanas, a moeda disparou e atingiu a máxima histórica do Plano Real. O ápice para a cotação foi no dia 27 de novembro, quando chegou aos R$ 4,25, e a instabilidade continua. O aumento do dólar é responsável por desencadear a elevação de preços de diferentes produtos e serviços, em curto, médio e longo prazos. De acordo com especialistas, a moeda deve se manter acima de R$ 4 também no primeiro semestre de 2020, o que aumenta a preocupação sobre os reflexos na economia nacional.


SETORES ENFRENTAM AUMENTO DE INSUMOS


O impacto da alta do dólar no comércio é sentido, primeiramente, pelos empresários, que percebem o aumento de preços de produtos e insumos importados. O repasse de custos ao consumidor é mais demorado, principalmente, neste momento em que a retomada da economia ainda não aconteceu e as empresas não estão podendo perder as vendas.


EM CURTO PRAZO


O efeito para o consumidor pode ser a falta de produtos. A princípio, o empresário pode optar por não abastecer o estoque. Mas se a alta de preços perpetuar por mais tempo, aí o repasse dos valores é inevitável, pois vários itens sofrem interferência da variação do dólar. É uma lista extensa entre produtos que são importados ou que possuem algum componente importado na etapa de produção. Estamos falando de alimentos como o tradicional pão francês e outros a base de trigo; de eletrônicos; e produtos da área da saúde, dentre outros.


LOGÍSTICA


Desde os combustíveis, as despesas são em dólar. Quanto mais alto o valor da moeda, mais os clientes estudam a possibilidade de comprar produtos no mercado interno. Embora o cenário seja favorável às exportações, este é um trabalho que exige tempo. Não dá para uma empresa que nunca exportou começar este tipo de operação porque o dólar está em alta. Para exportar é preciso estar estruturado, pois há muitas diferenças culturais e de negócios.


AS CAUSAS E OS REFLEXOS NA CADEIA


A instabilidade internacional é o principal motivo para afastar investidores e contribuir para a alta do dólar. Muitos atribuíram esta escalada da moeda à declaração do ministro Paulo Guedes de que a Selic vai continuar caindo. No entanto, isto não seria suficiente para causar este efeito, uma vez que a nossa taxa de juros está em 5%, percentual muito superior à taxa americana, que é de 1,75%. O que acontece é que os investidores enxergam o Brasil dentro do bloco América Latina e não de forma isolada. E estamos passando por momentos turbulentos em vários países.


NESTE PRIMEIRO MOMENTO


Os impactos aos consumidores serão mais brandos. A preocupação é com relação a quanto tempo vai perdurar a alta do dólar. O petróleo, por exemplo, é cotado nesta moeda e isso pode desencadear aumento de custos dos combustíveis. Como transportamos tudo por meio rodoviário, este é um impacto que pode prejudicar ainda mais a nossa economia. Com ela fraca, se tivermos uma alta generalizada de preços, as pessoas vão ficar mais pobres. A verdade é que nós, consumidores, continuemos pesquisando preços e priorizando produtos locais. Isso ajuda no bolso e, também, dinamiza a economia.


GOVERNADOR NO OESTE


O governador Carlos Moisés e o secretário da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo de Gôuvea estiveram em Chapecó ontem, quinta-feira, no Centro de Cultura e eventos Plinio Arlindo de Nes. No ato a entrega de equipamentos para municípios da região seguido de coletiva à imprensa. O maquinário foi adquirido com recursos destinados por emendas da bancada federal. Hoje, sexta-feira, o governador segue para Concórdia e Campos Novos, onde também realiza anúncios e entregas aos municípios.



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Eleições 2020
05/12/2019
Quirino Ribeiro

“Faça valer a pena, as oportunidades não voltam”.


É fato que a eleição majoritária chama mais a atenção por ser um cargo único, seja prefeito, governador ou presidente, mas o preenchimento dos postos legislativos, muitas vezes negligenciado pelo eleitor, deve ser alvo de atenção, pois são vereadores e deputados os responsáveis pela elaboração de leis e, sobretudo, pela fiscalização do Executivo na necessária divisão dos poderes. Às vésperas do ano eleitoral, a discussão é rasa quando se trata da Câmara Municipal. O eleitor e os setores formadores de opinião especulam sobre os nomes que irão para o grid de prefeitos, deixando à margem a formação do Legislativo.


TRATA-SE DE UM EQUÍVOCO


Pois os bastidores mostram quão ativo está o processo de candidaturas. Os pré-candidatos fazem contas, pois o pleito de outubro de 2020 terá novidade com o fim das coligações e o piso de 10% do quociente eleitoral. Até então, os acordos tinham o viés das alianças – interessadas ou não -, que garantiam a eleição de candidatos com baixo potencial de votos graças aos puxadores. Tal “perversidade” deixava de fora nomes bem votados em detrimento de eleitos, realizando algo sem saber e sem necessidade de gastar energia.


COM A NOVA REGRA


O salve-se quem puder se voltou para o público interno, isto é, os partidos, em vez de pulverizarem suas listas para apresentar o maior número de candidaturas, inclusive pelos partidos “aliados”, agora se concentram com o olhar voltado para dentro: estão à caça de bons de voto para garantir espaço na Câmara Municipal.


POR CONTA DISSO, AS PERSPECTIVAS MUDARAM


Obrigando até mesmo os bons de voto a procurar abrigo em legendas com maior grau de segurança. Por isso, não haverá surpresa se até abril, quanto terminam os prazos, ocorrer uma dança de cadeiras no Legislativo.


ESSE CENÁRIO


Faz parte do jogo e aponta para o aperfeiçoamento da lei, a fim de garantir a representatividade mais próxima ao interesse do eleitor. Cabe aos partidos se articularem para ganhar espaços. Uma das estratégias será lançar candidatos majoritários para chamar a atenção do eleitor. Dessa forma, não haverá surpresa se o número de pretendentes ao cargo de prefeito crescer, mesmo se sabendo que muitos estão apenas jogando para o time, já sabendo que ficarão fora da etapa final.


PARTIDOS POLÍTICOS


Bastariam dois. No Brasil há vários partidos políticos. Pesquisa da Universidade de Oxford, no Reino Unido, e da Fundação Getulio Vargas de 2018, entretanto, afirma que apenas duas siglas já seriam suficiente para representar a sociedade brasileira no Congresso Nacional, e que dos 25 partidos com representatividade na Câmara, são todos de posições mais que semelhantes. Só lembrando que tem dezenas de outros partidos na fila a serem criados.


FIM DE ANO COM AVANÇOS NO COOPERATIVISMO


O ano de 2019 tem tudo para terminar com avanços e alegria ao cooperativismo e ao setor agropecuário catarinense. Os resultados das atividades econômicas têm se apresentado como positivos, com raríssimas exceções no agronegócio, e quase nada de negativo no cooperativismo. Pelo menos essa é a sensação que se sente nas conversas que se tem nos contatos com dirigentes e líderes do setor.


ESPECIFICAMENTE NO COOPERATIVISMO


Temos a destacar as sucessivas homenagens que vêm acontecendo, fatos que devem lisonjear o sistema, afinal, a união de todos busca exatamente resultados coletivos e que através do econômico se atinja o social das famílias cooperativadas. Há que se ressaltar também os investimentos importantes em diversas cooperativas, cujas obras e serviços foram entregues nesse ano, ressaltando como as mais expressivas: a ampliação do frigorífico Aurora de Chapecó que duplicou sua capacidade de abate se tornando o maior do país; e a mais recente, a inauguração de um mega supermercado da Cooperitaipu em Pinhalzinho.


NA ESFERA POLÍTICA


Homenagens como reconhecimento, administrativo, empresarial e comunitário a diversas cooperativas. A Cooperitaipu na Assembleia Legislativa, recebendo a Comenda do Legislativo Catarinense. A Fecoagro e outras cooperativas de diversos ramos foram destacadas também pela Assembleia Legislativa, como empresas com Responsabilidade Social. Outras cooperativas apareceram em diversos rankings econômicos em nível nacional.


A FECOAGRO


Foi reconhecida pela Cidasc, em sessão especial comemorativa aos 40 anos de fundação, como parceira importante nas atividades da empresa que tem a missão principal a defesa sanitária animal e vegetal em nosso Estado, com trabalho de destaque importante para o agronegócio catarinense.


É O COOPERATIVISMO


Mostrando a força da união, sua garra na missão importante de defesa dos interesses comuns, para o bem de todos e contribuindo para o desenvolvimento socioeconômico dos seus associados e familiares. Alguém já imaginou como seria a agricultura catarinense se não existissem as cooperativas?  Pense nisso. (Trecho do artigo Por Ivan Ramos diretor executivo da Fecoagro).



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Cooperativas impulsionam a agropecuária de SC
04/12/2019
Quirino Ribeiro

“Para ter um negócio de sucesso, alguém, algum dia, teve que tomar uma atitude de coragem”. (Peter Drucker)


“Em um ano marcado pela crise econômica, estes números mostram a força do cooperativismo catarinense, tido como exemplo no País, e demonstram o resultado de uma atuação técnica e qualificada das cooperativas agropecuárias. Esse trabalho contribui para movimentar a economia, gerando renda, impostos e empregos”. Pres.Ocesc Luiz Vicente Suzin.


PECUÁRIA É DESTAQUE


Santa Catarina voltou a ocupar o primeiro lugar no ranking brasileiro de exportações de carne de frango. Também é o maior produtor nacional de suínos, responde por 39% de todo faturamento gerado com os embarques de carne de frango no país em 2019. Até Maio deste ano o agronegócio catarinense já embarcou 626,9 mil ton. gerando receitas de US$ 1,08 bilhão.


MAIOR PRODUTOR NACIONAL DE SUÍNOS


Santa Catarina respondeu por 51% das exportações brasileiras do produto em 2018. Foram 326,3 mil de toneladas embarcadas para mais de 68 países, resultando num faturamento de US$ 608,4 milhões. Os principais mercados para carne suína catarinense foram China, Hong Kong e Chile.


PREÇO DA CARNE


André Braz, coordenador do Índice de Preços ao Consumidor e analista de inflação da Fundação Getúlio Vargas prevê que a carne permaneça em patamares mais altos até pelo menos o primeiro trimestre do ano que vem, e vá perdendo fôlego ao longo do ano. "Acredito que não vai terminar 2020 como a grande vilã da inflação". As carnes (incluindo bovina, peixes, aves e suínos) representam um gasto de cerca de 3% da renda familiar do brasileiro.


MINISTRA DA AGRICULTURA


Tereza Cristina disse que a alta se deve a razões conjunturais, como, por exemplo, a recessão econômica. "Carne é um produto de primeira necessidade, mas é caro. Então as famílias diminuem o consumo em momentos em que está mais comprometido. O fato é que, por enquanto, a carne vai continuar mais cara”.


DIRIGENTES INTERNACIONAIS EM ALTA


A dinâmica das relações entre chineses e brasileiros e os laços econômicos entre os dois países na casa dos US$ 100 bilhões, anualmente, além das possibilidades de exportação e de investimentos no Brasil, dão origem a demanda por lideranças capazes de comandar filiais no Exterior.


A MOVIMENTAÇÃO DE EXECUTIVOS


Principalmente de empresas brasileiras que pretendem manter operações mais próximas com os parceiros comerciais fora do país de origem, pode ser uma vantagem competitiva e mecanismo útil para firmar e expandir parcerias. Para quem pensa em ascender na escada corporativa, o momento atual é bastante oportuno.


DESBUROCRATIZAÇÃO


O Governo de Santa Catarina lançou o Registro Automático para abertura de empresas no estado e avança rumo à simplificação e desburocratização. Com a novidade, o tempo médio do processo para algumas atividades passa de 40 para cinco minutos. A iniciativa é da Junta Comercial de Santa Catarina (Jucesc), vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE). .A tecnologia que o sistema da Jucesc Digital utiliza permite aos usuários efetuarem o registro de empresas durante as 24 horas do dia, sete dias da semana, em qualquer cidade do estado.


ABRIR UMA EMPRESA


“Em poucos minutos já é realidade em Santa Catarina. No Governo Sem Papel, seguimos priorizando entregas cada vez mais ágeis e eficientes à população. E o Registro Automático faz parte deste processo de modernização e simplificação. Estamos trabalhando para incentivar o empreendedorismo e o desenvolvimento, gerando assim, mais oportunidades e menos burocracia ao catarinense”, ressalta o governador Carlos Moisés.



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Carne no Brasil – Artigo de luxo
03/12/2019
Quirino Ribeiro

“Nenhum homem é bom suficiente para governar outro sem o seu consentimento.” (Abraham Lincoln)


Segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), em menos de três meses o custo do contrafilé subiu 50% para os supermercados; o do coxão mole, 46%. Por isso, foram repassados aos consumidores. Depois de encarecer o fim de ano dos brasileiros, o aumento do preço da carne observado nos últimos meses promete se estender também por 2020 — pelo menos nos primeiros meses do ano.


EM TEMPOS DE DÓLAR ALTO


Vender para o exterior é bem mais atrativo que as vendas nacionais. Em outubro, as vendas de carne bovina para os asiáticos subiram 62% sobre setembro, em um total de mais de 65 mil toneladas. Nesse embalo, o preço do boi gordo no Brasil bateu recordes em novembro, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada.


A RAZÃO PARA O AUMENTO


Envolve, além do fator China, um momento de oferta restrita de bois no Brasil, um tradicional aumento da procura doméstica por carnes no fim do ano e o dólar cotado acima dos R$ 4, que aumenta ainda mais o ganho dos exportadores na hora de converter o dinheiro das vendas para real. A ministra da agricultura, Tereza Cristina, disse, no fim de novembro, “que os preços mais altos vieram para ficar. Neste momento, o mercado está sinalizando que os preços da carne bovina, que estavam deprimidos, mudaram de patamar".


O INÍCIO DA PESTE


Tudo começou em setembro de 2018, quando a China anunciou que o vírus da peste suína africana havia sido detectado em sua produção de suínos para subsistência. O alerta era grave: a doença, altamente contagiosa e que causa hemorragia nos animais, é de notificação obrigatória aos órgãos oficiais nacionais e internacionais de controle de saúde animal, com potencial para rápida disseminação e significativas consequências socioeconômicas, segundo informações da Embrapa Suínos e Aves.


EM ABRIL DE 2019


Veio a confirmação de que se tratava de um problema gigantesco: até 200 milhões de porcos poderiam ser abatidos ou mortos por infecção. "Teoricamente este número de suínos sacrificados ainda não foi atingido. Mas não existem dados oficiais". De outubro para novembro, o preço internacional da tonelada da carne bovina aumentou de US$ 4,47 mil para US$ 4,86 mil, bem mais caro do que era em novembro de 2018, a US$ 3,9 mil.


EMBORA SEJA A PROTEÍNA


Mais consumida na China, nenhum produtor mundial teria capacidade para alimentar os mais de 1 bilhão de habitantes do país com carne suína, e por isso a saída foi migrar as compras para carne de boi. Nesse ramo, os maiores produtores são Estados Unidos, Brasil e Austrália.


O GOVERNO CHINÊS


Continua habilitando novas plantas frigoríficas brasileiras para exportação de carne de aves e de suínos ao país. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) recebeu com otimismo a informação. O Brasil conta com 43 unidades produtoras de carne de frango e 11 unidades de carne suína autorizadas a exportar para a China, o principal destino das exportações de aves e de suínos do Brasil. 



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Extinção de Municípios
02/12/2019
Quirino Ribeiro

“Nunca troque o que mais quer na vida pelo que mais quer no momento.” (Bob Marley)


Milhares de gestores municipais estarão em Brasília amanhã dia 3 de dezembro para uma grande mobilização contra a extinção de Municípios. Promovida pela Confederação Nacional de Municípios a ação tem o objetivo de apresentar aos parlamentares e ao governo federal os impactos negativos de trecho da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 188/2019.


PEC DO PACTO FEDERATIVO


A proposta propõe a extinção dos Municípios que não atingirem, em 2023, o limite de 10% dos impostos sobre suas receitas totais e que tenham população de até cinco mil habitantes. A matéria, uma sugestão do governo federal ao Congresso Nacional, está em tramitação no Senado Federal. Por isso, a concentração dos gestores será no auditório Petrônio Portela, a partir das 9h. A mobilização também terá ato no gramado em frente ao Congresso Nacional.


DE ACORDO COM LEVANTAMENTO DA CNM


Os Municípios com até 50 mil habitantes correspondem a 87,9% do território, sendo responsáveis por grande parte da produção brasileira. Os que têm população de até cinco mil habitantes são 1.252, ou seja, 22,5% das cidades. Desses, 1.217 (97%) não atingiriam o limite de 10% dos impostos sobre suas receitas totais.


LÍDERES DO PODEMOS


Na Câmara e no Senado, o deputado federal José Nelto e o senador Álvaro Dias cobraram do presidente Rodrigo Maia a votação, ainda neste ano, da PEC que acaba com o foro privilegiado no país. A proposta, pronta para ser votada em plenário está parada há 350 dias na Câmara dos Deputados.


ALVARO DIAS


“Tivemos uma reunião com o presidente Rodrigo Maia e ele assumiu o compromisso de colocar em votação o fim do foro privilegiado. Ou ele coloca, ou haverá também obstrução da pauta da Câmara por um grupo de parlamentares. Não aceitamos encerrar o ano sem votar o foro. Será uma vergonha par ao Congresso”.


NA OPERAÇÃO LAVA JATO


O Supremo Tribunal Federal levou 1.183 dias até proferir a primeira condenação de um detentor de foro especial, a uma pena de 13 anos e 9 meses. Por outro lado, nesse mesmo período, a 13ª Vara Federal de Curitiba determinou a condenação de 132 pessoas, com penas que somam mais de 2 mil anos de prisão. “O foro privilegiado, em casos de crimes comuns, é um privilégio odioso”, critica o Senador Álvaro Dias.


PELA PROPOSTA


O foro por prerrogativa de função fica restrito a apenas cinco autoridades: o Presidente da República, Vice-presidente da República, Presidente da Câmara, do Senado e do Supremo Tribunal Federal. Atualmente, 54.990 pessoas têm foro especial no Brasil, de acordo com levantamento realizado pela Consultoria Legislativa do Senado.


A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA


Os deputados discutiram e aprovaram por unanimidade, e reinseriram as carnes e miudezas resfriadas ou congeladas de frango e suínos na cesta básica do Estado. “Agora, a alíquota de ICMS para as carnes produzidas e vendidas em Santa Catarina voltam a ser de 7%, representando uma redução de 41,667% nas operações. Como maior exportador de carne suína do país, abatendo mais de 13 milhões de cabeças por ano, não tínhamos na nossa cesta básica um produto que é nosso”, comemorou a aprovação o deputado do oeste, Altair Silva, que é coordenador da Frente Parlamentar da Suinocultura na ALESC.



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Irresponsabilidade
29/11/2019
Quirino Ribeiro

“O homem superior atribui a culpa a si próprio; o homem comum aos outros”. (Confúcio)


Talvez pressionado pelos corruptos investigados, os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara, Rodrigo Maia, ambos do DEM, depois do entusiasmo inicial de votar ainda neste ano o projeto de Lei ou PEC para restabelecer a prisão em 2ª Instância, desgraçadamente estão protelando.


EMPURRANDO DE BARRIGA


E como se fosse possível acreditar, prometem votar no longínquo mês abril de 2020... Ou seja, mais um passa-moleque do nosso Parlamento! E como no próximo ano tem eleição municipal, certamente os congressistas vão dar uma banana para esse clamor popular, que deseja o fim da impunidade e conta com esse instrumento moralizador da prisão em 2ª Instância. A mesma, infelizmente, enterrada pelo STF...


O CONGRESSO NACIONAL


Ao contrário do STF, é muito mais sensível aos reclamos da sociedade. Os parlamentares são submetidos ao crivo do processo eleitoral. Já os ilustres ministros da Corte Suprema estão instalados na confortável e por vezes arrogante tranquilidade da vitaliciedade. Não se dão ao incômodo de explicar seu ativismo e suas incoerências. Afinal, o STF, tão cioso do respeito à Constituição, mudou mais uma vez seu entendimento a respeito do cumprimento das penas.


O STF, DE FATO


E independentemente dos discursos de seus ministros, se converteu no grande instrumento da impunidade no Brasil. Quase 950 ações penais de tribunais superiores prescreveram num intervalo de dois anos. Segundo números de 2017 analisados pelo gabinete do ministro do STF Luís Roberto Barroso, 830 processos que tramitaram no Superior Tribunal de Justiça (STJ) foram arquivados por prescrição em dois anos. No Supremo, foram 116 casos.


OS NÚMEROS


Lançam um poderoso facho de luz sobre a sensação de impunidade com a lentidão em condenar réus, um problema que pode ser muito agravado depois que o STF decidiu que a execução da pena, como prisão, deve ocorrer depois do esgotamento de todos os recursos. Pressione seu senador. Pressione seu deputado. O Congresso pode virar esse jogo.


CUSTO DO JUDICIÁRIO                                                                                        


Em média, um magistrado custou R$ 46,8 mil por mês aos cofres públicos no ano passado. Esse valor inclui despesas como salários, férias, 13º salário, auxílio-moradia e encargos previdenciários. O cálculo leva em conta também os pagamentos feitos a aposentados.


PODER JUDICIÁRIO


No ano passado, as despesas somaram R$ 93,7 bilhões, correspondente a R$ 449,53 por habitante o que representa uma redução de 0,4% frente a 2017. Os gastos de 2017 foram corrigidos pelo índice de inflação IPCA. No entanto, quase 20% desse valor são destinados ao pagamento de aposentadorias e pensões, deixando R$ 76,8 bilhões para o funcionamento de fato do Judiciário.


BENEFÍCIOS FISCAIS PARA ITENS DA CESTA BÁSICA


Os deputados estaduais aprovaram no plenário da Assembleia Legislativa o relatório da Comissão de Constituição e Justiça que sugeria a aprovação dos itens da Medida Provisória (MP) 226, referentes à cesta básica. Já os artigos que tratam dos defensivos agrícolas foram rejeitados, por já estarem assegurados pelo convênio do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que isenta estes produtos até 30 de abril de 2020.


PELO ENTENDIMENTO DOS PARLAMENTARES


A redação que trata da diminuição da carga tributária referente a alimentos como farinha de arroz e do arroz polido, parboilizado e integral pode ser regulamentada por MP, já que impacta diretamente o preço destas mercadorias, evitando dano social e econômico. Neste caso, há urgência para justificar o benefício através de Medida Provisória. Já os itens que tratam dos defensivos agrícolas não cumprem o requisito constitucional de urgência, devendo ser discutido através de projeto de lei. (Fonte: Alesc). 



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Cooperitaipu 2019 - Ano do cinquentenário
28/11/2019
Quirino Ribeiro

“Competir é lucrativo para poucos, colaborar é produtivo para muitos”. (Igor Ferreira)


Tem sido de muitas comemorações na Cooperativa Regional Itaipu com sede em Pinhalzinho. Completando 50 anos de atuação em sete municípios da região Oeste de SC e expandindo para outras cidades realizando investimentos superiores a 30 milhões de reais em negócios.


MOVIMENTO ECONÔMICO


Projetado de 550 milhões de reais em 2019, a Cooperitaipu tem hoje cerca de 3 mil associados, 500 colaboradores diretos e 13 negócios ativos nas áreas de produção de ração suína e bovina, moinho de farinhas, suínos, grãos, leite, aves, combustíveis, agropecuárias, supermercados e lojas de eletroeletrônicos.


AS COMEMORAÇÕES


Iniciaram no começo do ano realizando a 21ª edição do Itaipu Rural Show. Evento de difusão de tecnologias reconhecido nacionalmente reuniu mais de 300 empresas expositoras com mais de 60 mil participantes. Na sequência campanha de prêmios aos sócios e clientes distribuindo 200 mil reais em prêmios. No dia do aniversário, 26 de abril, homenagem aos fundadores com festa para seis mil pessoas com shows nacionais, tudo gratuito para sócios e colaboradores.


COMENDA DO LEGISLATIVO


O presidente em exercício da Assembleia Legislativa, deputado Mauro De Nadal, entregou na noite desta segunda-feira (25), a Comenda do Legislativo Catarinense à Cooperativa Regional Itaipu, representada pelo presidente Arno Pandolfo, em homenagem aos 50 anos de fundação. “Nossa região deve muito ao cooperativismo", destacou De Nadal.


O PRESIDENTE DA COOPERITAIPU, ARNO PANDOLFO


Mostrou-se satisfeito com a homenagem, dizendo que o ano do Cinquentenário foi histórico para a cooperativa. “Isso nos alegra, mas também traz uma maior responsabilidade de continuar realizando o cooperativismo no Oeste catarinense”, comentou acompanhado pelo vice Serafin Thiesen, pelos Conselhos Administrativo e Fiscal, advogado Élio Frozza, Gerentes Marcos Niederle, Sadi Link e Fernando Rohr, coordenadores de filiais e convidados.


ENTRE AS AUTORIDADES


Também estavam o presidente da Fecoagro Cláudio Post e o presidente da Ocesc Luiz Vicente Suzin. De Pinhalzinho, estiveram o prefeito Mário Afonso Woitexen, vice Darci Fiorini, secretário de agricultura Honorino Dalaposa e o empresário Sérgio Matte. A Comenda destaca personalidades e organizações que contribuíram para o engrandecimento social, cultural, político e econômico de Santa Catarina.


CHEGOU O MOMENTO


De entregar para a população regional o novo Supermercado Itaipu. Uma obra de 20 milhões que utiliza o que há de mais moderno em materiais e conceito aberto de espaço para vendas. São 21 caixas em ambiente de 8.000m², climatizado, totalmente acessível, com estacionamento interno, esteira rolante, elevador, padaria completa com lanchonete, açougue com carnes próprias, novo mix de produtos alinhados com as demandas atuais de consumo, fruteira com compra de produtos rastreados da nossa agricultura, ofertas todos os dias do ano com parceria da Central de Compras da Fecoagro e colaborados treinados para realizar um atendimento de excelência. Obra será inaugurada amanhã, dia 29 de novembro, às 17 horas.


NA MESMA SOLENIDADE


Inauguração simbólica no novo Silo Graneleiro, construído em terreno recentemente adquirido, no Distrito Industrial Leste, às margens da BR 282. Obra teve investimento superior a 8 milhões de reais e terá capacidade para armazenar 550 mil sacas de grãos.


NOS ÚLTIMOS 12 MESES


A Cooperitaipu realizou reformas e ampliações em todas as suas filiais de negócios, além da modernização dos sistemas de gestão e processamento de dados. O investimento nas pessoas seguiu nessa mesma direção. Foram proporcionados cursos para gerentes, coordenadores, técnicos, colaboradores e associados.


CONFORME O PRESIDENTE ARNO PANDOLFO


A Cooperitaipu busca efetivar na prática o lema que está expresso na marca Itaipu, que é: Uma Sociedade de Pessoas. “É preciso sim estar alinhado com o capital, porque nenhuma pessoa, empresa ou cooperativa sobrevive sem dinheiro; no entanto, no sistema cooperativista, precisamos ter um olhar sensível e prático no desenvolvimento humano, que é o nosso maior capital”.



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Retomada do crescimento
27/11/2019
Quirino Ribeiro

“Agora é hora de esquecer o passado e retomar a construção de nosso país”.


O ministro da Economia Paulo Guedes afirmou que o país deve crescer, em 2020, mais do que o dobro deste ano. “Estou energizado pelo o que está acontecendo. Estamos no caminho certo. Temos um Congresso que abraçou as reformas; a economia já começou a se movimentar; os juros caíram para 5% e devem continuar caindo”.


O MINISTRO DESTACOU


Que já foi possível contornar, com a reforma da previdência, a primeira fonte de gastos e já se conseguiu atingir a segunda: o buraco fiscal. “Estamos também com uma reforma administrativa encaminhada. Nossa democracia está se aperfeiçoando e as instituições estão funcionando. Está em curso um programa de reformas que o presidente forneceu proteção para que andasse”.


GUEDES TAMBÉM AFIRMOU


Que a abertura econômica deverá acontecer de forma responsável e gradual. “Temos ganhos enormes para realizar nos próximos anos com essa abertura. Vamos acelerar o ritmo de crescimento. Privatizar e abrir são as fontes do sucesso, os vetores que trazem o crescimento econômico. Ficamos acuados por 40 anos com juros altos, impostos abusivos e excesso de burocracia. Mas não se remove o que foi feito em 40 anos em poucos meses”.


NOVO PACTO FEDERATIVO


O Ministro comparou a um “livro com vários capítulos, com o título ‘A transformação do estado brasileiro’”. “O excesso de gastos públicos resultou na corrupção da democracia e estagnação da economia. Precisamos do sucesso econômico para dar resiliência ao nosso processo político. O pacto é o fortalecimento da democracia brasileira; é um novo marco institucional de transformação do estado”. Segundo o ministro, o pacto irá possibilitar a transferência para estados e municípios de até R$ 500 bilhões nos próximos 15 anos, e deve “consolidar a cultura da sustentabilidade fiscal”.


A REFORMA ADMINISTRATIVA


É uma das mais importantes porque contemplará a redução do número de carreiras e mudanças nas regras de estabilidade para algumas funções. O objetivo é reduzir privilégios e cortar despesas com pessoal, que caminha para tornar-se o maior gasto do Poder Público. Devem produzir um efeito salutar: fazer sobrar recursos para investimentos na melhoria da infraestrutura, situação desejada pela agricultura que sofre pelas péssimas condições de estradas e insuficiência de armazéns, portos, entrepostos etc.


AS REFORMAS SÃO ESSENCIAIS


Para tornar o País estável, confiável, sustentável e competitivo para enfrentar os desafios dos novos tempos e buscar uma consistente inserção no cenário global. Essa situação de descontrole das contas públicas e de irresponsabilidade fiscal afugenta investidores estrangeiros e bloqueia o desenvolvimento porque as despesas correntes sugam todos os recursos do Estado. É preciso coragem e determinação para mudar. (José Zeferino Pedroso – Presidente da Faesc e Senar/SC)


MILHO EM SANTA CATARINA


O preço do milho catarinense apresentou alta de 7,3% este mês em comparação a outubro, segundo o Boletim Agropecuário de novembro emitido pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa). De acordo com o documento, os preços devem se manter fortalecidos até o fim do ano devido ao aumento das exportações brasileiras, à redução da atual safra americana e a maior demanda interna pelo grão.



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Incrível
26/11/2019
Quirino Ribeiro

“O mundo precisa de atitudes, não de opiniões. Opinião nenhuma mata fome ou cura doença.” (Angelina Jolie)


“O orçamento deve ser equilibrado, o Tesouro Público deve ser reposto, a dívida pública deve ser reduzida, a arrogância dos funcionários públicos deve ser moderada e controlada, e a ajuda a outros países deve ser eliminada, para que Roma não vá à falência. As pessoas devem novamente aprender a trabalhar, em vez de viver à custa do Estado". Isto foi escrito no Ano 55 A.C. por Marco Túlio Cícero


REFORMA TRABALHISTA


Sancionada há dois anos e em vigor desde novembro de 2017, a nova lei levou à diminuição na quantidade de processos apresentados à Justiça do Trabalho. Os números de novos processos na Justiça do Trabalho caíram 20% em um ano, movimento que pode estar associado à reforma trabalhista, diz o relatório do Conselho Nacional de Justiça. Em 2018 foram abertos 3,5 milhões de processos na Justiça do Trabalho. Em 2016 e 2017, houve 4,3 milhões de casos novos.


UMA DAS PRINCIPAIS MUDANÇAS


Segundo especialistas, é que agora as pessoas correm o risco de ter de pagar custas e honorários se perderem a ação. Provocadas pela reforma foi fazer com que o trabalhador que perder uma ação também possa ser obrigado a pagar os custos dela. A diminuição no número de casos trabalhistas novos, ao mesmo tempo em que a Justiça do Trabalho manteve sua produtividade, puxou uma inédita queda geral na quantidade de casos pendentes em todos os 90 tribunais pesquisados pelo CNJ.


A FONTE SECOU


Essa redução nas ações foi sentida de perto por quem faz a ponte entre os trabalhadores e a Justiça: os advogados. Conforme um escritório há 15 anos focado na área trabalhista, a maior parte do faturamento, 80% a 90%, era oriunda das ações apresentadas à Justiça do Trabalho. Mas o cenário mudou. "Tivemos que nos reinventar. Daqui a dois ou três anos, acreditamos que as reclamações trabalhistas vão representar apenas 20% a 30% do nosso faturamento."


PORTUGAL SOCIALISTA DÁ OUTRO EXEMPLO AO BRASIL


Aprovou uma nova lei que extingue 95% das regalias, inclusive a de não trabalhar enquanto mantiver mandato sindical. E ainda reduziu de centenas para apenas 20 os sindicatos que podem sentar para negociar com o governo.


PREÇO DO MILHO EM ELEVAÇÃO


O ano de 2019 vem batendo recordes atrás de recordes para a exportação de milho brasileiro. Até o momento, o país já registrou, entre volumes embarcados e navios nomeados para embarques, 36,7 milhões de toneladas, contra 18,3 milhões no ano passado e as projeções apontam para números finais ainda maiores.


O POTENCIAL DAS EXPORTAÇÕES


Para a atual temporada está entre 38 e 40 milhões de toneladas até o final de janeiro 2020.

Esse boom nas exportações veio calcado em três fatores principais: a alta do dólar com o cambio valorizado, a percepção de que a safra americana poderia quebrar, o que originou altas na Bolsa de Chicago, e os investimentos recentes das tradres nos portos brasileiros que necessitam de um volume alto de movimentações para diluir este custo.


DIANTE DESTE CENÁRIO


Os preços do milho no mercado interno devem seguir valorizados durante a reta final de 2019 e o primeiro trimestre do próximo ano.  Na visão dos especialistas, as cotações que hoje giram em torno dos R$ 47,00 devem subir ainda mais e ficar nos R$ 50,00 nas próximas semanas e início de 2020.


SANTA CATARINA


Produz metade do próprio consumo anual de milho, e neste ano o déficit vai passar de quatro milhões de toneladas com aumento do consumo e redução de área de milho, trazido na sua maioria do Mato Grosso, que fica a mil quilômetros de distância.


DAI A IMPORTÂNCIA DA ROTA DO MILHO


A proposta é comprar milho da Argentina e do Paraguai reduzindo pela metade a distância que o grão precisa percorrer para chegar a SC e poderá representar economia de R$ 1 bilhão/ano a SC, com trajeto que representa economia de 500 km com redução de custo de R$ 2,00 por saca.



Comentários e sugestões podem ser enviados para o e-mail quirino@scc.com.br.

Todos têm consciência dos prejuízos
25/11/2019
Quirino Ribeiro

“Nosso caráter é resultado de nossa conduta”. (ARISTÓTELES)


Causados pela corrupção, uma praga enraizada no País desde o período colonial. São práticas criminosas que vêm se repetindo no sistema político, causando indignação, constrangimento ao povo, além de contribuir para o aumento da pobreza, da desigualdade social, do atraso nos índices de desenvolvimento social e econômico. Diante desse cenário e da necessidade de que o governo federal realmente mostre determinação em combater os famosos "crimes do colarinho branco".


MUNICÍPIOS EM CHEQUE!


A proposta para fundir município com menos de 5 mil habitantes e com arrecadação própria menor que 10% promete criar uma grande polêmica! Primeiro passo é saber: o que será considerado recurso próprio na PEC?


COMPÕE ORÇAMENTO MUNICÍPIO


Como arrecadação própria, os seguintes tributos: Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN), Imposto sobre a Transmissão de Bens Inter Vivos (ITBI), Imposto sobre Propriedade Territorial Rural (ITR), Taxas de Serviços Urbanos (TSU), Taxas de Poder de Polícia (TPP), Contribuição de Melhorias, Contribuição para Iluminação Pública (CIP), mas e os 50% sobre o Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), que com certeza muitos prefeitos vão argumentar, na minha ótica, a questão não é "ser ou não ser" município, a questão é como a população vê essa imposição do governo?


EXISTEM MUITOS MUNICÍPIOS


Que têm menos de 5 mil habitantes que são organizados, têm boas políticas públicas, e que embora passem por problemas fiscais (qual cidade não está passando hoje?), atendem à população com serviços públicos de qualidade, boa infraestrutura, sem falar na segurança e paz para viver. Acredito que o problema fiscal do Brasil não são as cidades pequenas, e sim as regalias dos políticos, que vão desde verba de gabinetes a cartão corporativo e auxílio moradia, mesmo com salários de 39 mil reais.


PRECISAMOS, SIM


Enxugar a máquina pública, diminuído o número de deputados, senadores e vereadores. Assim como cargo de vice, para prefeito, governador e presidente, que é um mero cargo de expectativa. É preciso aumentar o repasse de recursos aos municípios para que não fiquem reféns de emendas parlamentares e socorro da União, afinal, se os cidadãos estão nas cidades, por que a maior fatia da arrecadação com tributos fica com o governo federal?


CHEGA DE PREJUDICAR A POPULAÇÃO


Não sabemos como prefeitos de cidades vizinhas trataram esses municípios fundidos, afinal, o eleitorado desses municípios muitas vezes não elege um vereador na cidade que absorver esse novo distrito. Os munícipes não podem pagar pelo erro de prefeitos que mantiveram as cidades minúsculas para continuar com o "bom e velho" voto de cabresto.


ALÉM DO MAIS


O erro foi permitirem a criação de "cidades" no início e meio dos anos 1990. Então, é preciso criar mecanismos para que essas cidades se desenvolvam, embora eu acredite que não é pelo porte que devemos considerar uma cidade desenvolvida. Então, prefeitos, pela proposta, vocês têm até 2026 para tomarem uma atitude inovadora. Por esses e inúmeros outros motivos sou a favor de um referendo para que a população decida seu futuro.



Comentários e sugestões podem ser enviados para o e-mail quirino@scc.com.br.



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