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GRUPO SUL BRASIL DE COMUNICAÇÃO
 Colunistas

Quirino Ribeiro

Com mais de 45 anos de atuação jornalística, Quirino Ribeiro já passou pelos principais veículos de comunicação do País. Atualmente, é gerente comercial do SBT/SC - região Oeste, comentarista na Rádio Chapecó, colunista no Jornal Sul Brasil e, de agora em diante, se fará presente também no Portal Oeste News. De segunda a sexta-feira acompanhe aqui o que é destaque no Brasil. 


E-mail: quirino@scc.com.br

Formação integral
14/12/2018
Quirino Ribeiro

“Lembre-se: você é seu próprio general. Então, tome agora a iniciativa, planeje e marche decido para a vitória.” (Sun Tzu)


A formação em tempo integral tem recebido muito espaço no noticiário nacional e, não só isso, tem apresentado um crescimento significativo nos últimos tempos. Muitas vezes, ela até é confundida com a formação integral, que promove o desenvolvimento do aluno em suas múltiplas dimensões: física, intelectual, social, emocional e simbólica. Mas já pensou em ter as duas coisas ao mesmo tempo?


AS ESCOLAS


Estão cada vez mais seguindo esse caminho e investindo na formação humana, com qualidade em período integral. Estudantes estão aprendendo todas as dimensões do ser com a ressignificação do espaço-tempo escolar em função das jornadas integrais permanecendo na escola o dia todo. De acordo com os dados do Censo Escolar 2017, a educação em tempo integral representa 16,2% das matrículas do ensino fundamental na rede pública. Se forem consideradas matrículas de escolas públicas e privadas, este número chega a 13,9%.


EM RELAÇÃO À CRECHE


O porcentual de matrículas em tempo integral é de 57,9%. Já o porcentual na pré-escola passou de 10,9% em 2016 para 11,5% em 2017. Quanto ao Ensino Médio, 7,9% dos alunos matriculados nesta etapa permanecem 7h diárias ou mais em atividades escolares. Em 2016, esse percentual era de 6,4%.


TODOS ESSES NÚMEROS


Corroboram a ampliação da oferta do ensino em tempo integral, que, aliado à formação integral, garante o desenvolvimento global do estudante. A ampliação do tempo na escola permite ao aluno ter vivências e oportunidades que incluem lazer, artes, esportes, oficinas voltadas às aptidões pessoais, gestão de projetos de iniciativa pessoal e em grupo, reforça a construção das competências e as habilidades, além do acompanhamento personalizado por mais tempo para obter excelência acadêmica, em um ambiente acolhedor e seguro, de forma a favorecer a aprendizagem significativa.


ESTENDER O TEMPO DO ALUNO NA ESCOLA


Proporciona a ele ganhar mais autonomia, ampliar o convívio com outros colegas, integrar e intercalar as atividades cognitivas, artísticas, esportivas e socioemocionais desenvolvendo o lado afetivo, valores e bem-estar. É proporcionar a personalização do ensino, considerando a individualidade, a singularidade, as preferências, os modos de aprender e de se relacionar com o mundo e com as pessoas.


FÉRIAS ESCOLARES... CUIDADO!


Além do período de férias da criançada, fim de ano é sempre marcado pelo clima de festa e comemorações, em que geralmente os pais estão menos exigentes com os filhos, já que as obrigações escolares terminaram. Nesse contexto, as crianças podem ter mais liberdade para brincar e experimentar atividades não tão comuns ao dia a dia, como banho de piscina para diminuir o calor ou a produção de comidinhas na cozinha.


VIVER ESSAS EXPERIÊNCIAS


Pode e deve fazer parte da infância, principalmente em período propício como as férias. No entanto, é preciso que responsáveis redobrem a atenção, pois acidentes domésticos ainda são a principal causa de morte infantil no Brasil. Quedas, afogamentos, intoxicações e queimaduras estão entre os que mais causam morte em crianças de zero a 9 anos. E os menores de 1 ano são os mais afetados.



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Transparência
13/12/2018
Quirino Ribeiro

“A falta de transparência resulta em desconfiança e um profundo sentimento de insegurança.” (Dalai Lama)


A regra é simples. Se o dinheiro é público, a informação sobre seu gasto também tem de ser. Porém, enquanto não houver uma mudança drástica de cultura no sentido de pressionar os poderes constituídos não haverá postura muito diferente dos ocupantes de cargos públicos.


UM PAÍS


Que prima pela honestidade e pelo bom uso do dinheiro público precisa ter órgãos fiscalizadores fortalecidos e independentes para dar conta de tantos absurdos que acontecem nas sombras do poder. Afinal, quando se peca tanto na transparência, é porque ainda há muita coisa que se acha mais conveniente esconder, e não apenas por causa de corrupção.


ACESSO ÀS INFORMAÇÕES


Para que um dia seja desnecessário brigar para ter acesso a informações que deveriam estar ao alcance de todos, ainda há muito chão. Porém, a receita é mais pressão popular e atuação firme dos poderes fiscalizadores constituídos. Por isso é imprescindível também que se invista mais no MP, haja vista que o órgão vem se mostrando o grande adversário da corrupção e dos desmandos com o dinheiro público no Brasil.


GASTOS PÚBLICOS


Com obras suntuosas, muitas delas inacabadas, de necessidade duvidosa, dinheiro jogado fora com refeições requintadas são apenas alguns dos exemplos de como o poder público tem se mostrado, em muitos casos, um verdadeiro ralo do dinheiro oriundo de impostos. Porque, em pleno século 21, políticos não têm vergonha de gastar dinheiro que não é seu?


FRENTE POPULAR AGROPECUÁRIA


Disse desejar que o governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), seja pautado "pela transparência, ética, pelo respeito à Constituição Federal e aos compromissos com o Brasil". Em nota assinada pela presidente da entidade, deputada Tereza Cristina (DEM-MS), a FPA afirmou que estará "junto" no "resgate das instituições do país, a partir da desburocratização, o crescimento sustentável e da nossa principal vocação, a agropecuária brasileira".


MINISTÉRIO DA AGRICULTURA


Após este posicionamento e o encontro com indicação dela pela bancada ruralista, o presidente eleito, Jair Bolsonaro, anunciou que a deputada Tereza Cristina (DEM-MS) vai comandar o Ministério da Agricultura. Ela é coordenadora da frente parlamentar da agropecuária, a chamada bancada ruralista, e presidiu a comissão especial que aprovou o projeto que flexibiliza a regulação de agrotóxicos, proposta que ganhou o apelido de "PL do Veneno", da qual era uma das principais defensoras.


APROXIMAÇÃO


A deputada se aproximou de Bolsonaro depois de ter levado a ele uma declaração formal de apoio da frente parlamentar na semana antes do primeiro turno das eleições. O apoio foi tido pelo presidente eleito e seu time como fundamental para desmontar o discurso de que ele não conseguiria sustentação no Congresso.


O QUE SE ESPERA SÃO 3 PILARES!


É que o Governo Bolsonaro seja pautado por austeridade, transparência e honestidade. Os parlamentares terão de modificar seus padrões de conduta regidos pelo “toma lá, dá cá”. Temos que acreditar nisso. Os brasileiros que têm o mínimo de patriotismo na alma têm de lutar para acabar com a prática da troca de cargos e espaço no governo votos no Congresso.



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Redução da maioridade penal ou aumentar a punição?
12/12/2018
Quirino Ribeiro

“A punição cabe ao juiz, a repreensão, a todos.” (Miguel de Cervantes)


Nesses últimos dias, tenho ouvido, visto e lido muitos interlocutores falando em “redução da maioridade penal” e que o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), tem que ser “jogado na latrina”. Discursos do momento reclamam que um adolescente com 16 anos de idade, que comete crimes de natureza grave, de perfil hediondo, tem que ser considerado imputável. E acabar com essa moleza do ECA.


PRIMEIRO


Todos têm consciência que um Adolescente, com 16 anos, que comete um Latrocínio, Homicídio ou Estupro, em tese, tem consciência da gravidade do ato praticado e merece ser punido, isso é incontestável, e que no ECA, a punição máxima são 03(três) anos de reclusão, portanto, se entendemos que esse “prazo” é benevolente, o racional e plausível seria, alterar o artigo 121 do ECA, de três anos, para oito ou dez anos, e não reduzir a “maioridade penal”.


SEGUNDO


Porque a redução impõe alteração do texto Constitucional, pois quem fixou a idade de 18 anos foi a Constituição Federal e não o ECA. Ressalto ainda que nem vou indagar os critérios físicos, psicológicos ou sociais para impor a redução aos 16 anos de idade ou talvez 15, 14, 13 ou 12, bem como, os indicadores da quantidade de crimes praticados por adolescentes no Brasil, nesses últimos cinco anos e a ligação com o tráfico e consumo de Drogas.


É IMPORTANTE


Independente de paixões ou preferências ideológicas, enfrentar o fato, da possível “barreira”, ao meu sentir, sujeito a críticas, das cláusulas pétreas. Na verdade não estamos diante de uma questão de “numerologia”, a idolatração do 16, mas sim do desejo inquestionável de punir, vinculando a impossibilidade indiretamente ou diretamente, a passividade generosa do ECA.


ALGUÉM TEM QUE REFLETIR SOBRE O TEMA


Não pode ser colocado na pauta Nacional de maneira tão pueril e simplista. Pretendemos fragilizar a nossa Carta Magna, reduzindo a maioridade penal, para punir e por antipatia ao ECA e desconhecimento, do conteúdo legal, existente, no ordenamento jurídico brasileiro e pelo andar da carruagem vai acontecer.


AO REDUZIRMOS A MAIORIDADE


Fatores negativos serão visíveis, a mudança da abordagem e a política criminal infanto-juvenil, estaremos remetendo jovens com 16 anos ao sistema prisional para conviver com o crime organizado, através de segmentos como PCC e Comando Vermelho, e seriam obrigados a efetivar o “batismo de sangue” e aceitarem as regras do jogo.


QUANDO OPTAMOS PELA REDUÇÃO


Estamos dizendo que o sistema prisional dos maiores de idade é o recomendável e o viável para conter os índices de violência juvenil, e sabemos que não é verdadeiro esse raciocínio e premissa.


NUMA NAÇÃO SEM POLÍTICAS SOCIAIS SÓLIDAS


Sem ações aprofundadas voltadas para Educação, Saúde, Segurança, Geração de Empregos, Planejamento Familiar, Moradia, Lazer, Combate Efetivo ao Tráfico de Drogas e Armas, Implementação de Centros de Desintoxicação, entre tantos outros temas, não vejo como melhorar ou corrigir o quadro existente, como mera e ilusória “canetada” da redução.


AUMENTO DE PUNIÇÃO


Vamos parar com a improvisação, queremos e precisamos aumentar a “punição”, então vamos aumentar os estudos, as avaliações, as pesquisas, a verificação dos caminhos a serem seguidos, senão em breve a redução pode chegar a faixa dos 10 ou 12 anos de idade ou que façam logo isso, e vamos assistir impávidos o fracasso inoperante, decorrente da omissão da política social brasileira.



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Diplomação
11/12/2018
Quirino Ribeiro

“Acredite que você pode, assim você já está no meio do caminho.” (Theodore Roosevelt)


Com muita esperança na mudança que vem por aí, ontem aconteceu a diplomação do novo presidente em Sessão solene no Tribunal Superior Eleitoral. Cerca de 700 convidados compareceram a cerimônia de Jair Bolsonaro (PSL) como presidente da República para cumprir o mandato de 2019 a 2022. Como era previsto a resistência dos contras vai ser bastante grande. Devemos ter muita calma e confiança. Vamos dar tempo ao tempo.


REFORMA DA PREVIDÊNCIA


O presidente eleito, Jair Bolsonaro, aposta no fatiamento da reforma da Previdência para conseguir aprovar novas regras em seu primeiro ano de governo. Para evitar que o texto que está sendo preparado pela equipe econômica fique parado no Congresso, a estratégia discutida no momento é enviar, primeiro, uma proposta de alteração nas regras de aposentadoria para servidores públicos, o que exige uma emenda à Constituição, ou seja, quórum mais alto no Legislativo. Em seguida, o futuro governo deve tentar aprovar outras mudanças por projetos de lei.


IDADE MÍNIMA E CAPITALIZAÇÃO


Dentre as principais diretrizes Bolsonaro defende que seja fixada uma idade mínima para todos os trabalhadores. Ele também pretende manter a diferença de idade para aposentadoria entre homens e mulheres. A criação do sistema de capitalização ficaria para a segunda etapa da reforma. O novo modelo é defendido pelo futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, e deve valer para novos trabalhadores.


REFORMA TRABALHISTA


O presidente disse a parlamentares do MDB que pretende aprofundar a reforma trabalhista, adotando leis mais flexíveis para aumentar investimentos no país. Ele não detalhou, no entanto, quais regras precisam ser modificadas: “É horrível ser patrão no Brasil com essa legislação que está aí”. O líder do MDB na Câmara, Baleia Rossi, deixou em aberto a possibilidade de o partido apoiar propostas do futuro governo, sem integrar a base de Bolsonaro. Parlamentares têm dito que a sigla será “independente”.


SANTA CATARINA


Grande produtor de proteína animal encerrou o mês de novembro com alta nas exportações de carne suína e de frango. Boa parte dos embarques foi destinado aos países asiáticos – China, Hong Kong e Japão – que vêm se tornando os principais mercados para as carnes catarinenses. Segundo o secretário da Agricultura e da Pesca, Airton Spies, o bom desempenho do agronegócio demonstra que os mercados têm uma preferência pelos produtos do estado.


A EXCELÊNCIA SANITÁRIA


Dos nossos rebanhos, a organização das cadeias produtivas e a logística confiável e eficiente se tornaram a marca registrada do agronegócio catarinense. Por isso, Santa Catarina responde por boa parte das exportações brasileiras de carnes. A China vem se consolidando como o principal destino da carne suína catarinense. Ao longo do ano foram 104,8 mil toneladas enviadas ao país asiático – um aumento de 188,5% em relação ao mesmo período de 2017. Além disso, quase todos os principais importadores ampliaram suas compras este ano em relação ao ano passado.


ACUMULADO DO ANO


Ao que tudo indica, o ano de 2018 irá encerrar com um saldo favorável para as exportações catarinenses de carnes. De janeiro a novembro, já foram embarcadas 966,9 mil toneladas de carne de frango e 297 mil toneladas de carne suína – um crescimento de 7,8% e de 17,1% em relação ao mesmo período de 2017.



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Realmente somos o País da impunidade?
10/12/2018
Quirino Ribeiro

“Impunidade gera negligência e irresponsabilidade, levando vidas.” (Jean Michell)


Impunidade segundo o dicionário é: Falta de castigo devido, que ficou sem castigo, que não foi reprimido. Com certeza, em uma pesquisa popular, a maior parte das respostas será no sentido de que o Brasil é o país da impunidade. Assim, é de se supor que no “país da impunidade” não tenha presos ou processos criminais, certo?


SISTEMA PRISIONAL


Brasil, terceira maior população carcerária, aprisiona cada vez mais. Ritmo de encarceramento cresce, em contraste com a Europa. Estudo aponta possíveis lições de outros países. A superlotação de presídios é um dos velhos problemas do sistema prisional brasileiro. Segundo estudo da Pastoral Carcerária, o Brasil possui mais de 725 mil pessoas presas, ficando atrás apenas da China (1,6 milhão) e dos EUA (2,1 milhão) em população carcerária. As prisões do país têm uma taxa de ocupação de 200% – ou seja, elas têm capacidade para receber somente a metade do número de presos.


MESMO A CONSTRUÇÃO MASSIVA


E presídios desde os anos 1990 não foi capaz de dar conta dos enormes contingentes de pessoas presas no país no período. O aumento da taxa de encarceramento é tão intensa que o quadro de superlotação, na verdade, tende a se agravar, a despeito dos muitos presídios inaugurados regularmente e que, na realidade, só fazem fomentar ainda mais a banalização das prisões e de suas barbáries.


4ª MAIOR POPULAÇÃO CARCERÁRIA FEMININA


Com 42 mil pessoas presas. Encarceramento em massa: ineficaz, injusto e antidemocrático. Um estudo sobre experiências de redução da população carcerária em outras nações, o relatório afirma ainda que o país é o único, entre as seis nações que mais encarceram no mundo (EUA, China, Brasil, Rússia, Índia e Tailândia), que mantém um ritmo intenso e constante de crescimento das taxas de encarceramento desde os anos 1980.


DE ACORDO COM O ESTUDO


A estimativa é de que exista mais de 11 milhões de pessoas presas em todo o mundo. E a soma da população prisional dos dez países que mais aprisionam (EUA, China, Brasil, Rússia, Tailândia, Indonésia, Turquia, Irã e México) corresponde a mais do que 60% desse total.


POSSÍVEIS SAÍDAS PARA O BRASIL


Para especialistas, o Brasil deve diminuir o número de presos para evitar tragédias como rebeliões e mortes de detentos e agentes de segurança em cadeias. Entre as medidas estão a diminuição de presos provisórios que cometeram crimes sem gravidade e que poderiam esperar pelo julgamento em liberdade.


QUASE METADE


Dos 725 mil detentos brasileiros não têm condenação definitiva, mais da metade estão presos por crimes não violentos e mais de 70% estão nas penitenciárias devido a crimes contra o patrimônio ou pequeno comércio ilegal de drogas. Outra medida seria a aplicação de mais penas alternativas, que atualmente são previstas para condenações de até quatro anos e não são aplicadas com muita frequência em casos envolvendo o tráfico de drogas.


A MUDANÇA NA LEI DE DROGAS


É particularmente muito importante, porque um terço de todos os presos está nas cadeias por causa do tráfico de drogas. Quanto às mulheres, particularmente, esse percentual passa de 60%, e muitas delas estão presas atendendo uma imposição ou pedido para levar drogas para o companheiro no presídio.


OS CRIMES


Ainda de acordo com o relatório a maior parte dos presos provisórios está detida pelos seguintes crimes: Tráfico de drogas (29%); Roubo (26%); Homicídio (8%); Furto (7%); Receptação (4%). De acordo com o Conselho Nacional de Justiça, os presos provisórios ficam detidos no país, em média, 368 dias.



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Juventude em risco
07/12/2018
Quirino Ribeiro

“As famílias confundem escolarização com educação. É preciso lembrar que a escolarização é apenas uma parte da educação. Educar é tarefa da família”. (Mario Sergio Cortella)


A pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) destacando que 23% dos jovens brasileiros não trabalham nem estudam, o que se repete em boa parte da América Latina, com exceção do Chile, com 4%, é reveladora e explica, em parte, os motivos de a região ter números expressivos abaixo da linha da pobreza. De acordo com o estudo as razões para esse cenário são problemas com habilidades de falta de conhecimento e socioemocionais, falta de políticas públicas, obrigações familiares com parentes e filhos, entre outras.


A FALTA DE CONHECIMENTO


Destaca-se na baixa qualidade do ensino básico, que carece de recursos e melhor qualificação dos professores. Os investimentos na educação são precários, a despeito de ser uma agenda que deveria ser prioridade em todas as gestões, pois é a ponta dos problemas ou das soluções de um país. Aqueles que investiram forte na educação, como a Coreia do Sul, por exemplo, viraram o jogo. No início dos anos 1960, era um país com níveis de pobreza mais acentuados do que os do Brasil, e hoje é uma potência econômica e tecnológica por ter feito essa opção.


BOA PARTE DOS JOVENS BRASILEIROS


É analfabeta funcional, isto é, não compreende o que lê nem consegue explicitar em texto suas razões, daí os números do IPEA serem tão perversos. Some-se a isso a falta de políticas públicas. Os governantes vão bem no discurso, mas na hora de programarem medidas não conseguem tirar do papel o que propuseram durante as campanhas. Os desníveis sociais se acentuam trazendo no rastro uma série de problemas.


MAS É VITAL DESTACAR


Que os jovens apresentados na pesquisa, a despeito de todas as carências, não são improdutivos: 31% deles estão procurando trabalho, principalmente os homens, e mais da metade, 64%, dedicam-se a trabalhos de cuidados domésticos e familiares, principalmente as mulheres.


ESSA OPÇÃO SE MANIFESTA


Pela dificuldade de ingressar num mercado cada vez mais competitivo. Sem educação adequada, se organizam em funções de menor remuneração. Por conta disso, não bastam os discursos de novos tempos sem que a educação esteja fora das prioridades.


SANTA CATARINA É MODELO DE COOPERATIVISMO


Frase usada pelo presidente da OCEB, ( Organização das Cooperativas Baianas), Cergio Tecchio durante o seminário “Cooperativismo para o Desenvolvimento da Agricultura Baiana”. Nele, o Secretário de Agricultura e da Pesca, Airton Spies, representou Santa Catarina com a palestra sobre as experiências e os projetos do Estado no desenvolvimento da agricultura e cooperativismo.


SPIES CITOU AOS BAIANOS


Que Santa Catarina possui um total de 265 cooperativas e 2 milhões de associados, com um faturamento anual de R$ 31,5 bilhões em 2017. Desse valor, 63% vem de cooperativas agropecuárias, o equivalente a R$ 19,9 bilhões. As cooperativas do ramo agropecuário no Estado somam um total de 52 unidades e 69 mil cooperados.



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Governo Bolsonaro
06/12/2018
Quirino Ribeiro

“Todo homem é o arquiteto de seu próprio destino.” (Salústio)


O presidente eleito Jair Bolsonaro está prestes a concluir a escalação da sua futura Esplanada dos Ministérios. Até agora, já são conhecidos os nomes de 20 dos 22 ministros que farão parte da equipe de governo. Ainda estão pendentes as escolhas dos ministros do Meio Ambiente e de uma pasta que unirá as áreas de Direitos Humanos e Mulheres.


NUNCA PENSEI QUE VERIA ISSO NO BRASIL.


Ministro da Defesa: Um General da reserva Fernando Azevedo e Silva que foi assessor do presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli. Ministro da Economia: O economista de Paulo Guedes que deve assumir um super-Ministério da Fazenda, previsto para incorporar também as pastas do Planejamento, da Indústria e Comércio, além da secretaria que hoje cuida de concessões e privatizações. Autor do artigo "Mais Brasil e menos Brasília", com críticas à "concentração de poder político e recursos financeiros no governo federal".


MINISTRO DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA


Um Cientista: Marcos Pontes, engenheiro e astronauta que também esteve na NASA chegando lá por mérito e motivo de orgulho para o Brasil. No Ministério da Justiça e Segurança Pública o Juiz de Sérgio Moro Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba era responsável pelo julgamento dos processos da Operação Lava Jato. Segundo o próprio juiz, o que o fez aceitar se desligar do Judiciário e virar ministro foi a "a perspectiva de implementar uma forte agenda anticorrupção e anticrime organizado" no Executivo.


MINISTRO DA SAÚDE


Um Médico: Luiz Mandetta, deputado do DEM do Mato Grosso do Sul é ortopedista e foi secretário de Saúde em Campo Grande entre 2005 e 2010, quando saiu para candidatar-se a deputado federal, cargo que ocupa desde então. No importante Ministério da Agricultura a agrônoma Tereza Cristina, voz forte da Frente Parlamentar da Agropecuária, conhecida como bancada ruralista, da Câmara. É deputada federal pelo DEM do Mato Grosso do Sul. Como Ministro do Gabinete de Segurança Institucional um General: Augusto Heleno Ribeiro,  general de quatro estrelas (general de Exército, no topo da hierarquia),


NAS RELAÇÕES EXTERIORES


Um Diplomata: Ernesto Araújo.  O embaixador de 51 anos é atualmente diretor do Departamento dos Estados Unidos, Canadá e Assuntos Interamericanos. Minas e Energia Um físico, profundo conhecedor do desenvolvimento nuclear, funcionário de carreira e militar que segue como ministro da Transparência e Controladoria-Geral da União. Petrobras: um PhD em Gestão Roberto Castello Branco doutor em economia pela FGV e tem pós-doutorado pela Universidade de Chicago. Fez parte do Conselho de Administração da Petrobras e desenvolveu projetos de pesquisa na área de petróleo e gás.


POLÍCIA FEDERAL


Um Delegado irrepreensível Maurício Valeixo é o atual Superintendente da Polícia Federal no Paraná. Foi Diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado de 2015 a 2017. Antes disso, passou dois anos como adido policial na embaixada brasileira em Washington, nos Estados Unidos. Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional: A delegada federal Érika Mialik Marena que teve papel importante no início da Lava Jato e foi responsável por cunhar o nome da operação


TURISMO - INFRAESTRUTURA


No Turismo, o futuro ministro Marcelo Álvaro Antônio é deputado federal pelo PSL de Minas Gerais, cursou Engenharia Civil em Belo Horizonte. O governo considera a área do turismo estratégica por conta do potencial de geração de emprego e renda. Infraestrutura: a escolha de Tarcísio Gomes de Freitas para chefiar o ministério da Infraestrutura - a pasta não existe ainda no organograma da Esplanada, e será criada a partir da junção do Ministério dos Transportes com outros órgãos. Tarcísio é engenheiro civil formado pelo Instituto Militar de Engenharia (IME), e possui pós-graduação em gerenciamento de projetos e engenharia de transportes.


ESTE É O PAÍS QUE EU QUERO E QUE ACREDITO A PARTIR DE JANEIRO DE 2019.



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Acelerar as reformas
05/12/2018
Quirino Ribeiro

“Vejo os pombos no asfalto, eles sabem voar alto, mas insistem em catar as migalhas do chão.” (Zeca Baleiro)


O vasto e multifacetado universo do agronegócio chega ao fim de 2018 vergastado pelas dificuldades que marcaram o cenário deste ano. Desemprego, queda de renda da população, baixo consumo das famílias, elevação de custos dos insumos e greve dos caminhoneiros formaram conjunto de percalços cujos efeitos impactaram todos os segmentos da economia.


DA MESMA FORMA


Exagerados efeitos midiáticos das operações Carne Fraca e Trapaça devastaram injustamente a reputação de importantes empresas. O setor de alimentos – geralmente o último a sentir os efeitos da crise – não ficou incólume. Produtores e empresários rurais, agroindústrias e indústrias fornecedoras de insumos ao agro – praticamente todos os agentes econômicos fecharão o ano em vermelho.


É VERDADE QUE AS ELEIÇÕES


E a promessa de mudanças e transformações trouxeram novo ânimo ao mercado – e aí reside a essência e a beleza da democracia. Mas também é verdade que, nesse momento, não se manifestou ainda, concretamente, no mercado, qualquer sinal de melhora. As vendas da indústria de alimentos para o Natal, historicamente contratadas em outubro e até a primeira quinzena de novembro, decepcionaram.


SOMENTE PROGRAMA CRÍVEL DE AJUSTES


Viabilizará o crescimento da economia brasileira. Inescapavelmente, o primeiro e mais vigoroso movimento deve se dar na reforma da Previdência, mas para equilibrar as contas públicas são necessárias medidas como a contenção de outras despesas, a redução do tamanho da administração pública, o corte de privilégios.


PROBLEMA:


O Orçamento federal é superengessado e o governo consegue dispor de apenas 10% dos gastos não financeiros. A sociedade e o mercado esperam que, além das reformas, as políticas de ação do novo governo marquem o fim de ciclo de forte intervencionismo do Estado que se manifesta desde a democratização.


FORMAS MAIS EFICAZES


Para estimular a economia são investimentos em infraestrutura (com programa ambicioso em rodovias, ferrovias, hidrovias e geração de energia elétrica) e estímulos às exportações. Aqui, mais uma vez, haverá contribuição da agricultura e do agronegócio, com capacidade já demonstrada de oferecer superávit de US$ 100 bilhões/ano mediante a exportação de grãos, carnes, frutas, lácteos etc.


O BRASIL TEM PRESSA.


É preciso acelerar as mudanças para recuperar o tempo perdido nesses quatro anos de crise. A agricultura fará mais uma vez a sua parte. Da futura administração se espera responsabilidade fiscal, reformas profundas, adoção de princípios de meritocracia, com mais mercado e menos intervenção estatal. (José Zeferino Pedrozo - presidente da Faesc e do Senar-SC)


SER HUMANO


Vivemos época em que o ser humano deveria ser mais humilde uns com os outros. Natal é tempo disso, de mostrarmos não só o valor de presentes, mas de sermos humildes com os semelhantes. Não seria melhor viver esse período do ano desta maneira? Humildade!



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Promessas
04/12/2018
Quirino Ribeiro

“Quer saber o sentido da vida? Para frente!" (Autor desconhecido)


Prefeitos e até mesmo governadores têm recebido promessas de mudanças, mas, por enquanto, saúde financeira dos estados e dos municípios continua precária. Já estamos em dezembro, e ainda não se encontrou uma saída para a questão envolvendo a dívida da União para com os estados e destes para os municípios, num processo em cascata que cai na conta dos servidores e, principalmente, da população, que se vê privada de serviços essenciais, especialmente na área de saúde.


FALTANDO UM MÊS


Para a mudança de gestores, o que se vê são meras promessas sem uma definição clara do que virá pela frente. Talvez se espere a posse para jogar a questão na pauta do futuro Governo, mas seria importante sinalizar, desde já, o que pode ser feito, a fim de garantir um mínimo de certeza para as partes prejudicadas.


A FUTURA EQUIPE ECONÔMICA


Tem sinalizado que está sensível ao problema dos governadores e dos prefeitos, mas não avançou, talvez por falta de informações plenas sobre a saúde financeira do Governo federal ou por ainda não ter formatado um projeto de Governo, mas é fundamental que antes mesmo da posse antecipe algumas medidas.


OS MUNICÍPIOS


Nos quais ocorre o desfecho de todas as demandas, estão de mãos e pés atados, restando a todos manter uma agenda comum de protestos. É emblemático, porém, o baixo envolvimento de deputados e senadores que atuam em situações estagnadas quando deviam, pelos próprios fatos, cobrar medidas urgentes de Brasília. Já com a próxima legislatura definida, a conversa com os futuros parlamentares ou os reeleitos tem que ser objetiva, a fim de garantir que os municípios tenham condições mínimas de governabilidade.


HOJE


Como relata a Confederação Nacional dos Municípios, a gestão dos cofres municipais tornou-se um fardo para os prefeitos, sobretudo pela falta de perspectiva de mudanças a despeito das muitas promessas que têm sido feitas.


INDULTO OU INSULTO?


O STF forma maioria pró-indulto natalino de Temer, o qual, segundo o ministro Marco Aurélio Mello, constitui uma peça jurídica primorosa. Interessante observar como para "certos" assuntos alguns ministros do STF tranquilamente tomam posições interpretadas em brechas da lei maior, haja vista o que Lewandoviski conseguiu fazer no processo de impeachment de Dilma Rousseff; já em outras questões invocam o rígido dever de julgar estritamente alicerçados no texto constitucional. No meu entender, aqueles 16% de aumento para o Judiciário obtidos com o aval de Temer pesaram bastante na balança da Justiça. Vivemos em constante apreensão com este colegiado do STF...E isso é muito ruim para o país!


RESPONSABILIDADE SOCIAL


Promovida pela Assembleia Legislativa desde 2011, a certificação deste ano contempla 69 das 108 empresas inscritas com o com o objetivo de reconhecimento público de empresas e entidades sem fins lucrativos que assumem a responsabilidade social como política de gestão. Além do certificado, algumas das entidades também receberam o Troféu Destaque SC. A cerimônia foi realizada ontem com premiação para nove cooperativas catarinenses entre elas a Fecoagro que recebeu o certificado pelo terceiro ano consecutivo.



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Irresponsável
03/12/2018
Quirino Ribeiro

“Nunca troque o que mais quer na vida pelo que mais quer no momento.” (Bob Marley)


O presidente eleito, Jair Bolsonaro, afirmou que toda a população pagará a conta do reajuste salarial dos ministros do Supremo Tribunal Federal. Bolsonaro evitou fazer comentários sobre o assunto e responsabilizou o presidente Michel Temer pela decisão. “Pergunta para o Temer, ele que sancionou”, respondeu ao ser indagado inicialmente sobre o assunto.


“TODA A POPULAÇÃO VAI PAGAR A CONTA, NÃO SÓ EU".


Ele disse, ainda, que sua responsabilidade em relação ao assunto só iniciará no dia 1º de janeiro de 2019, quando assume a Presidência da República. Sobre o orçamento, Bolsonaro disse que vai ter que ajustar tudo agora para evitar modificações no próximo ano. “É possível mexer no orçamento no ano que vem, mas o que pudermos fazer agora é melhor”.


JUÍZES QUEREM MANTER O AUXÍLIO-MORADIA


A Frente Associativa da Magistratura e do Ministério Público (Frentas), que reúne entidades que representam juízes e procuradores da República, estuda maneiras de reverter a decisão que revogou o pagamento de auxílio-moradia no Judiciário. O coordenador da frente, o juiz Guilherme Feliciano, diz que a entidade vai verificar quais “instrumentos de impugnação” podem ser usados contra a medida.


UM DOS CAMINHOS


É recorrer ao plenário do Supremo Tribunal Federal, já que as associações de magistrados estão representadas nos processos que tratam do auxílio. A frente reúne entidades como a Associação dos Juízes Federais do Brasileiro (Ajufe), a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), e a Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp).


ESTÁ PASSANDO DA HORA


De acordarmos para a dura realidade e darmos um basta neste estado de impropérios. De acordo com a lei Magistrado não pode participar de julgamento de causa na qual tem interesse próprio. Brasileiro, está na hora de mostrar seu sangue, sua raça, seu valor. Seja patriota, não pense e nem faça só por você, mas sim para gerações futuras, como seus filhos e netos.


É PROFUNDAMENTE LAMENTÁVEL


Que um País tão grande, bonito e com um potencial econômico e social imenso, não seja administrado pelos melhores quadros que tem. A sociedade está tomando consciência da sua capacidade, dos meios a serem utilizados. Esperamos, com ardor, que o Brasil não permaneça "deitado em berço esplêndido", pois a igualdade de direitos virá com o apoio da sociedade.


AUMENTO DA SAFRA DE MILHO EM SC


Maior importador de milho do Brasil, Santa Catarina espera um aumento de 10% na safra de milho grão. Segundo informações da Epagri/Cepa, os produtores devem colher 2,7 milhões de toneladas na safra 2018/19 – 261 toneladas a mais do que no último ano. O grão é matéria prima indispensável para abastecer o setor produtivo de carnes, carro chefe da economia catarinense. O crescimento na safra é resultado do aumento da área plantada e da produtividade. Para a safra 2018/19 está prevista uma colheita de 9,1 milhões de toneladas em 218 mil hectares plantados.


CONSUMO DE MILHO EM SC


Um gigante na produção de carnes, Santa Catarina se tornou também um grande comprador de milho. Todos os anos, quatro milhões de toneladas do grão saem do Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul para abastecer as cadeias produtivas de suínos, aves e leite em SC.


SANTA CATARINA


Produz em média três milhões de toneladas de milho por ano e utiliza sete milhões na alimentação de suínos e aves – o consumo diário passa de 19 mil toneladas. Aumentar a produção de milho é um grande desafio em Santa Catarina, principalmente com o aumento de produtividade.



Comentários e sugestões podem ser enviados para o e-mail quirino@scc.com.br.



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