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Coluna do Grêmio

Apresentador de televisão, colunista esportivo, corretor de imóveis, formando em Administração com ênfase em Gestão Comercial e pós-graduado em Direito Imobiliário. Além dessas paixões, Paulinho Martins é torcedor fanático do Grêmio e agora tem a incumbência de dar sequência a este espaço.


E-mail: colunadogremio@portaloestenews.com.br

Por Santa Catarina
10/11/2015
Coluna do Grêmio

A Chapecoense é o melhor classificado dos catarinenses e com 43 pontos está garantida pelo terceiro ano consecutivo na elite do futebol brasileiro. Neste campeonato de 2015, por enquanto, três vitórias ficam na mente do torcedor como épicas: o fabuloso 5 a 1 no Palmeiras, a espetacular virada frente ao tricolor gaúcho em plena Arena por 3 gols a 2 e no último final de semana a maravilhosa vitória contra o Fluminense no Maracanã.

A Chapecoense começa a pensar a próxima temporada, com certeza muitos jogadores do grupo saem valorizados pelo momento e o futebol apresentado podendo dar um belo impulso em suas carreiras, já muitos outros devem chegar a procura de uma oportunidade de crescimento e principalmente por virem jogar em uma equipe organizada e que paga seus compromissos em dia, coisa muito rara nos dias de hoje no futebol.

Figueirense depende de suas forças para manter-se na elite, já o Avaí com salários atrasados um grupo parecendo estar desmotivado assim como parte de sua diretoria vai brigar até a última rodada para não se juntar ao tumulo com o Joinville.


PELO RIO GRANDE:


O Grêmio vem mantendo uma postura aguerrida no campeonato sob o comando do excelente Roger Machado está cravado no G4 como a terceira força atrás do virtual campeão Corinthians e do Atlético-MG, o time tem um excelente padrão de jogo e não oscila muito de partida para partida com exceção do apagão no segundo tempo no jogo9 com a Chapecoense. Esta mobilizado atrás de reforços baratos e pontuais para encarar mais uma libertadores, tem ainda pela frente Fluminense, Internacional, confronto direto pelo vice campeonato com o Atlético e encerra jogando contra o JEC fora. O time de Roger vai busca 9 pontos em 12, façam suas apostas.

Já o Internacional tenta com todas as suas forças chegar ao G4 para salvar o ano, após a queda na Libertadores e Copa do Brasil o ano do milionário time colorado pode se resumir ao Gauchão, já que não deu a devida atenção ao campeonato brasileiro em pról da Libertadores.

O time colorado tem pela frente confrontos complicados e concorrentes ao G4 afiados como Santos, São Paulo, Ponte Preta e o surpreendente Sport de Paulo Roberto falcão. Para encerrar o campeonato o Inter tem pela frente a Chapecoense na arena Condá, clássico Gre-Nal, Fluminense no Rio e encerra contra o Cruzeiro em Porto Alegre. São 4 jogos difíceis que o Inter precisa de no mínimo 8 pontos para continuar com aspirações de estar na libertadores 2016, ou até 7 pontos no caso do Santos vencer a final da Copa do Brasil e se manter no G4 que viraria G5.



Comentários e sugestões podem ser enviados para o e-mail colunadogremio@portaloestenews.com.br.

Fase tumultuada
28/09/2015
Coluna do Grêmio

A Chapecoense está passando por uma fase tumultuada no Campeonato Brasileiro. A partir de agora, a briga será jogo a jogo para não cair. No jogo de ontem, o técnico cometeu alguns equívocos de quem não conhece bem o grupo. Neto na reserva, Gil tem que estar em campo mesmo descontado, Thiago Luís, etc. É hora da comissão técnica refletir e ser humilde ao ponto de pedir ao Celsão e Cadu auxílio para motivar esse grupo, senão, meus amigos, o futuro é negro. O futebol do time e o fôlego ficaram em algum lugar deste Brasil. A equipe padece de confiança e brilho nos olhos como se viu no time recheado de suplentes que foi ao Paraguai para o confronto da Sul-Americana. Como admitir que um jogador contratado a peso de ouro como Cleber Santana não seja o cara que puxe a responsabilidade em campo? O jovem Hyoran, cria da casa, seja relegado a um segundo plano. O que está acontecendo?


Finaleira de Campeonato Brasileiro


Situação: faltam 10 rodadas e 30 pontos a serem disputados.


1 - Grêmio, que era visto no início do campeonato como candidato ao rebaixamento, pela reestruturação feita, mandando embora jogadores renomados e reduzindo em 45% a folha, está brigando dentro do G4 e com condições matemáticas de chegar ao título.


2 - Inter, sempre cotado a candidato ao título, com um time milionário - folha em torno de 10 milhões de reais por mês - caiu na Libertadores. Neste momento, no Brasileiro, briga por NADA. Aposta agora todas as suas fichas na Copa do Brasil para não ver o ano se findar em setembro.


3 - Chapecoense teve um início de campeonato fantástico, mas se perdeu no caminho e vai brigar até última rodada para se manter na elite. COMPLICOU!



E tenho dito.



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Guto Ferreira
19/09/2015
Coluna do Grêmio

Conheça o novo técnico da Chapecoense, o profissional que tem a responsabilidade de levantar o animo do time e fazer com que pontue para continuar na Série A, entre os grandes do futebol brasileiro.

Formado em Educação física pela UNIMEP, em 1985, Guto começou a carreira de treinador nas categorias de base do XV da sua cidade natal. Em seguida assumiu as categorias de base do São Paulo e após transferiu-se para o  Internacional, sendo que no Inter começou como treinador de equipes principais. Passou ainda por Noroeste, Penafiel e Naval, de Portugal. Voltando ao Brasil comandou o Corinthians Alagoano, 15 de Novembro, Inter de Limeira e Mogi Mirim, este último pelo qual esteve até junho de 2011. Em pouco tempo comandou o Criciúma, e meses depois acertou com o ABC. E retornou ao comando do Mogi Mirim, onde conseguiu o acesso a Série C.

Após conseguir o acesso com o Mogi, foi anunciado no mesmo dia como novo treinador da Ponte Preta. Lá, conquistou o troféu de campeão do Interior Paulista.  Após a passagem pela Ponte em  julho de 2013, Guto foi oficializado como treinador da Portuguesa. Em fevereiro de 2014, após um mau início no Campeonato Paulista, pediu demissão do comando da Portuguesa.

No dia 30 de abril, assumiu o comando do Figueirense para a disputa do Campeonato Brasileiro, porém foi demitido em 24 de julho.  Voltando a assumir o comando da macaca em 03 de agosto de 2015, Guto foi demitido após sete jogos sem vencer no Campeonato Brasileiro. O treinador deixa o Majestoso com 107 partidas - somando as duas passagens pelo clube, com 51 vitórias, 28 empates e 28 derrotas, um aproveitamento de 56,38%. Ele já figura entre os dez treinadores que mais comandaram a Ponte Preta. Durante o ano de 2015 também viveu bons momentos. Ganhou o título do Interior pelo clube e iniciou bem o Campeonato Brasileiro. Em consequência de seu trabalho,  recebeu sondagens de diversos clubes nacionais, como Santos e Fluminense, por exemplo, e recusou uma proposta vantajosa do do Al-Ittihad, dos Emirados Árabes Unidos.

Este é o perfil e o histórico profissional do novo técnico da Chapecoense que chega com a responsabilidade de deixar o time na elite do futebol brasileiro.


Grêmio


O Grêmio vem surpreendendo positivamente seu torcedor e, juntamente com o Atlético-MG, continua na briga pelo título, não deixando o campeonato perder o brilho com uma desgarrada Corintiana. A cada rodada o campeonato se torna mais e mais competitivo e com certeza será um dos mais empolgantes dos últimos anos.


Inter


Já o Inter deixou por muitas rodadas em segundo plano o Brasileiro fixando-se na Libertadores. Agora corre atrás do prejuízo para, ao menos, chegar ao G4, senão o ano colorado vai se resumir a mais um Gauchão. Vale lembrar que ambos estão ainda nas quarta de finais da Copa do Brasil que pode dar, além do título nacional, a vaga direto a Libertadores de 2016.



“Deixo aqui os meus parabéns a toda gauchada que veio ajudar ao desenvolvimento de nossa querida terra. Parabéns a todos os gaúchos neste 20 de setembro.”



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Por Santa Catarina
24/08/2015
Coluna do Grêmio

*** Chapecoense foi a Curitiba enfrentar o Coxa em um jogo daqueles ditos de seis pontos. A derrota veio mais pelo futebol apresentado na etapa inicial, onde o time do oeste não se encontrou em campo. Foi um jogo trucado e muito ruim tecnicamente. Na etapa final, a Chapecoense melhorou e chegou a ter mais oportunidades que o Coxa, mas não conseguiu concretizar e ser mais efetiva no ataque.


*** Já o JEC foi brilhante. O time mostrou muita pegada e raça. PC Gusmão deu padrão de jogo a equipe que com uma brilhante apresentação virou para cima do bom time do Fluminense, um candidato forte ao G4, e com a vitória já vê que tem possibilidade de sair do Z4, se continuar apresentando este bom futebol.


*** Figueira parece não ter sentido a falta de Argel e fez o dever de casa. Ganhou em um jogo complicado do Sport Recife por dois gols a um afastando-se da área da degola.


*** O Avaí caminha em berço esplêndido para a ponta de baixo da tabela. A derrota para o time do Santos por cinco gols a zero acendeu luzes, refletores e pisca-piscas pelo lado da Ressacada. Parece que o time de Gilson Kleina está na UTI respirando por aparelhos. Enquanto Figueira e o JEC vêm em um crescimento técnico, o Avaí parece maionese desandando.


*** O Grêmio empatou com a Ponte Preta em um jogo onde o resultado foi melhor que o futebol apresentado. Continua em terceiro no campeonato, mas vê o Atlético-MG tirar 2 pontos de vantagem e o Corinthians aumentar de 4 para 6 pontos a sua vantagem se firmando como líder do campeonato.


*** O Colorado pampeano parece ter ganhado fôlego com a contratação de Argel. Mudou a postura, venceu pela Copa do Brasil o fraco Ituano e conseguiu uma boa vitória sobre o sempre competitivo Atlético-PR. Façam suas apostas: essa semana o Inter cravou o pé na décima posição, mas será que conseguirá tirar a vantagem dos clubes do G4 e se aproximar da turma de cima no segundo turno sem a sombra da Libertadores?



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Redução do número de vereadores
16/08/2015
Coluna do Grêmio

Nessa questão da redução do número de vereadores, embora no passado eu tenha me colocado a favor, agora sou TERMINANTEMENTE CONTRA.


E explico o porquê:


- Sendo 1, 10, 15 ou 21 vereadores, NÃO vai reduzir o percentual que o Executivo é obrigado a repassar para o Legislativo? Não, não vão diminuir os repasses... Ou seja, menos vereadores vão "dividir o mesmo bolo de dinheiro".


- Então, seria muito melhor continuarmos a ter 21 vereadores (o que dá oportunidade para a população ter mais representatividade no legislativo). Com mais vereadores, inclusive, fica bem mais difícil haver "acertos", “conchavos” (para não dizer "compras" de vereadores por parte do Executivo). Com mais edis na casa melhora o nível dos debates e amplia a democracia.


- Aliás, um bom assunto que o Legislativo poderia levantar (desde a esfera Federal) é a redução dos repasses para os vários poderes. Enquanto a SAÚDE, que precisa dar conta de atender a todo o povo, recebe míseros 10 ou 11% dos orçamentos, o Legislativo, no caso de Chapecó, recebe 5% (o que é muito dinheiro comparado ao que recebe a saúde).


De nada adianta reduzir o número de edis... Tem sim é que qualificar o voto. A parcela da população que vende seu voto por consultas, óculos, material de construção, gasolina, muitos por jantinhas regada a muita cerveja não tem direito de reclamar, pois quem vende o voto vai reclamar do que se já recebeu migalhas. Agora não adianta chorar bugalhas.


- Então, por que não REDUZIR OS REPASSES AOS LEGISLATIVOS?


Paulinho Martins

Bacharel de Direito



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Acabou a desconfiança após duas excelentes apresentações
15/08/2015
Coluna do Grêmio

Jogando contra o então líder com estádio lotado, um adversário qualificado, o Grêmio fez outra apresentação de luxo, talvez a melhor do ano. Com uma marcação eficiente e velocidade nos contra-ataques, o Tricolor foi cirúrgico, venceu por 2 a 0 e se consolidou na terceira posição. O Tricolor se afirmou, definitivamente, como candidato ao título. Agora, depois de ter aprontado no Mineirão, não é nenhum exagero afirmar que o técnico Roger Machado está mais do que aprovado e que seu time tem bala na agulha para conseguir uma façanha. O Grêmio tem mostrado uma obediência técnica e tática muito bem moldada pelo seu técnico. O time marca muito com duas linhas de quatro e com o apoio dos atacantes, até o lento Douglas se tornou peça importante no esquema. Movimenta-se muito como na pintura que foi o primeiro gol, tem dado até carrinho quando necessário. Esse é o time atual do Grêmio montado por Roger, um verdadeiro time de operários.


Acabou a novela: depois de quatro negativas está resolvido o assunto.


O bonachão e falastrão Argel Fucks, ex-zagueiro do Inter, com alguns bons trabalhos na vida de técnico, é o novo responsável pelo vestiário do Inter. Um enorme desafio, muito diferente do que vinha fazendo no Figueirense. Agora com pressão, quase sem tempo para trabalhar, terá a obrigação de provar que foi a melhor escolha. Identificado com o Colorado, o novo chefe da turma da Beira-Rio parece que tem bala para dar muito certo. Desde que o argentino Dale deixe-o comandar o vestiário, a imprensa gaúcha que aguarde: virão aí muitas fagulhas e agulhadas.



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Mão cheia e humilhação
11/08/2015
Coluna do Grêmio

Foi uma tarde de total êxtase para o torcedor gremista: ver o time do Grêmio patrolar, humilhar o maior rival em pleno dia dos pais. O Grêmio entrou em campo com ímpeto e vontade, um time bem montado contra uma equipe confusa e perdida em campo. Quando Douglas perdeu um pênalti pareceu que a tarde seria de desgraça, mas o time colorado estava atordoado, se arrastando em campo. Roger Machado foi um estrategista e, se estava na história tricolor como jogador, será lembrado por mais essa façanha no comando do time.

A equipe montada para o GRE-nal por Roger lembra as grandes equipes europeias cujos treinadores também promovem revezamentos em suas escalações. Pura verdade, mas é imperioso lembrar que são equipes ricas cujos elencos abrigam dois times e até mais de mesma qualidade. Não é o caso do Grêmio que tem um time e alguns jogadores que podem ocupar a posição de titulares. Aí entra a mão do técnico.

Não foi nada fora do lugar. O Inter foi para a Arena para não perder. A escalação mostrava isso. Quantas vezes vimos o Lisandro Lópes na área do Grêmio? Poucas. E na do Inter? Algumas. Mas o Grêmio, pelo melhor coletivo, pela vontade que demonstrou desde o início da preparação para este jogo que seria o divisor de águas para ambas as equipes, o time tricolor se transformou nisso que a gente viu dentro do campo. O Grêmio vai para a Copa do Brasil com a moral elevada e o Inter não tem tempo para perder, porque se não corre o risco de pagar vale contra o Ituano.

Não dá para adiar. Se o Inter tinha planos de deixar mais para frente a contratação de um técnico e de um preparador físico, a direção do Inter vai ter que alterar o rumo. A goleada, o banho de bola que levou domingo na Arena ficou marcado na paleta, deixa o presidente Vitorio Piffero e todos os homens ligados ao futebol na urgência de resolverem o assunto. Do jeito que está marcado na paleta e com o moral no subsolo, a sequência de jogos que está por vir pode ser dramática.

Já a Chapecoense deixou escapar uma vitória que estava em suas mãos. Vencia o Figueirense por dois gols a zero e abdicou de atacar. O técnico Vinícius Eutrópio empilhou volantes enquanto o sempre falante Argel foi ao ataque e buscou o empate com sua equipe. Argel que disse que o dia que perder para a Chapecoense enquanto o presidente for Sandro Palaoro larga o futebol, parece que pela incompetência do técnico verde e branco não vai ser dessa vez que perguntaremos a ele se para de treinar. O jogo era da Chapecoense, mas o time se retrancou e abdicou do ataque após fazer dois gols. Esse foi um empate em casa com gosto de derrota.



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Gênero
04/08/2015
Coluna do Grêmio

A discussão do momento nos planos de educação é uma discussão que já vem a dois anos sendo votada e alterada, mas parece que ludibriaram o original votado pela câmara e senado inclusive com a sanção presidencial.

Durante a votação do Plano Nacional de Educação (Lei nº 13.005, de 25 de junho de 2014), esta a Câmara dos deputados suprimiu a redação da terceira diretriz proposta para a Educação Brasileira, cujo artigo 2, inciso III, na redação original proposta pelo Ministério da Educação, continha os leitmotivs clássicos da ideologia de gênero: “identidade de gênero” e “orientação sexual”. A casa também suprimiu, no restante do projeto, todas as demais alusões a estes termos. Entretanto, após a Câmara e o Senado terem rejeitado deste modo à ideologia de gênero como diretriz da educação nacional, o Fórum Nacional de Educação, publicou, em novembro de 2014, o Documento Final da Conae 2014, no qual é apresentado como terceira diretriz obrigatória para o PNE, para o planejamento e para as políticas educacionais no Brasil, o texto que havia sido explicitamente rejeitado pelas duas casas do Congresso Nacional:

“superação das desigualdades educacionais, com ênfase na promoção da igualdade racial, regional, de gênero e de orientação sexual, e na garantia de acessibilidade”.

 O documento ademais menciona e especifica, trinta e cinco vezes, nas suas mais de uma centena de páginas, estratégias relacionadas aos termos “identidade de gênero” e “orientação sexual”, a serem executadas como sendo de responsabilidade da União, do Distrito Federal, dos estados e dos municípios. O documento mencionado está sendo utilizado, em conformidade com o mandato da lei, como subsídio para a elaboração dos Planos Estaduais, Distrital e Municipais de Educação nos 27 Estados, no Distrito Federal e nos quase seis mil municípios brasileiros.

A ideologia de gênero adquiriu sua configuração atual no início dos anos 90, na Universidade de Berkeley, com a obra da professora Judith Butler O Problema do Gênero [Judith Butler: Gender Trouble, Feminism and the Subversion of Identity, 1990, Routledge, New York]. Logo em seguida o conceito foi ardilosamente introduzido por meio do trabalho das Fundações Internacionais na Conferência sobre a Mulher promovida pela ONU em Pequim. A Conferência supostamente trataria da discriminação contra as mulheres, mas em vez de falar-se de discriminação sexual, repetiu-se mais de 200 vezes, sem definição de termos, a nova expressão “discriminação de gênero”. Tanto na conferência como nas pré-conferências os delegados de numerosos países exigiram que o conceito de gênero fosse claramente definido antes do documento ser apresentado ou aprovado, mas as comissões responsáveis insistiram repetidas vezes que o termo era auto evidente e não necessitaria ser definido. O conceito, porém, foi finalmente definido em 2006, quando duas ONGs europeias, a International Commission of Jurists e a International Service for Human Rights, convocaram 29 especialistas de 25 países, incluindo a brasileira Sônia Correa, para uma Conferência a ser realizada em Yogyakarta, na Indonésia, para: “trazerem maior claridade e coerência às obrigações sobre direitos humanos dos Estados”.

O Senado Nacional, ao votar o Projeto de Lei 8035/2010, de autoria do Poder Executivo, que "aprovava o Plano Nacional de Educação [PNE] para o decênio 2011-2020 e dá outras providências", verificou que o projeto havia sido enviado à casa contendo duas passagens que empregavam a terminologia própria da ideologia de gênero.

A primeira era o inciso III do artigo 2º: Art. 2º São diretrizes do PNE: [...]

III - superação das desigualdades educacionais, com ênfase na promoção da igualdade racial, regional, de gênero e de orientação sexual.

A segunda era a Estratégia 3.12 da Meta 3: 3.12) implementar políticas de prevenção à evasão motivada por preconceito e discriminação racial, por orientação sexual ou identidade de gênero, criando rede de proteção contra formas associadas de exclusão.

O Senado Federal, em dezembro de 2013, aprovou um substitutivo (PLC 103/2012) que eliminou toda essa linguagem ideológica.

O inciso III do artigo 2º ficou assim: Art. 2º São diretrizes do PNE: [...] III – superação das desigualdades educacionais, com ênfase na promoção da cidadania e na erradicação de todas as formas de discriminação. A Estratégia 3.12 da Meta 3 foi renumerada para 3.13 e recebeu a seguinte redação: 3.13) implementar políticas de prevenção à evasão motivada por preconceito ou quaisquer formas de discriminação, criando rede de proteção contra formas associadas de exclusão.

Retornando à Câmara, as modificações foram confirmadas em votação ocorrida no dia 22 de abril de 2014 e sancionadas pela presidência em 25 de junho de 2014. Deste modo, a Lei 13.005/2014, que institui o Plano Nacional de Educação (PNE), determina, em seu art. 2, inc. III, que são diretrizes do PNE "a superação das desigualdades educacionais, com ênfase na promoção da cidadania e na erradicação de todas as formas de discriminação".

A redação que foi aprovada, tanto pela Câmara como pelo Senado, com o objetivo de derrubar a redação inicialmente proposta pelo MEC, que propunha a ideologia de gênero como diretriz do PNE.

Em seguida o documento editado pelo FNE apresenta a norma do Plano Nacional de Educação, não com a redação constante da Lei n. 13.005/2014, aprovada pelo Congresso e sancionada pela presidente da República, mas com a redação expressamente rejeitada pelo Poder Legislativo. De fato, lemos nas páginas 18 e 19 do seguinte documento:

22 "Em consonância com estes princípios, o PNE, o planejamento e as políticas no Brasil, devem orientar-se pelas seguintes diretrizes: [...] III - superação das desigualdades educacionais, com ênfase na igualdade racial, regional, de gênero e orientação sexual, e na garantia de acessibilidade".

Como desdobramento deste princípio, apresentado como norma legal, embora explicitamente rejeitado pelo Congresso, o restante do documento desenvolve nas suas mais de uma centena de páginas como o sistema escolar deverá “promover a diversidade de gênero” (pg. 25) , “disseminar materiais pedagógicos que promovam a igualdade de gênero, orientação sexual e identidade de gênero” (pg. 36), “desenvolver, garantir e executar anualmente nos sistemas de ensino Fóruns de Gênero” (pg. 41), “inserir na avaliação de livros critérios eliminatórios para obras que veiculem preconceitos ao gênero, orientação sexual e identidade de gênero” (pg. 42), “garantir condições institucionais para a promoção da diversidade de gênero e diversidade sexual” (pg. 43), “elaborar diretrizes nacionais sobre gênero e diversidade sexual na educação básica e superior” (pg. 45), “ampliar os programas de formação continuada dos profissionais de educação sobre gênero, diversidade e orientação sexual” (pg. 92), apresentados como metas obrigatórias em virtude de uma norma legal do PNE que foi, na realidade, explicitamente rejeitada pelo Congresso.



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Por Santa Catarina
24/07/2015
Coluna do Grêmio

Chapecoense enfrenta no horário alternativo, às 11h da manhã de domingo, o bom time do Fluminense, com direito a mateada na parte da manhã nos arredores do estádio. A boa notícia é a participação da Chapecoense e Joinville na Copa Sul-Americana. A Chapecoense terá como rival a Ponte Preta, já o JEC irá encarar o Atlético-PR. Os jogos de ida ocorrem nos dias 18, 19 e 20 de agosto. Os duelos da volta serão nos dias 25, 26 e 27 do mesmo mês. Quem passar dessa primeira fase entra na etapa internacional da competição.


PELO RIO GRANDE:


Foi magro o escore de 1 a 0, mas a classificação veio nos pênaltis com mais uma vez Marcelo Grohe mostrando estar atuando em alto nível. O melhor ganhou do pior. Ficou ótimo para o Grêmio, que neste ano de grandes e necessárias economias precisa ir bem no Brasileirão. No resto, se der, deu. Caso contrário, o clube passará mais um ano sem conquistar nada, mas gastando pouco, recuperando seu combalido cofre e buscando respiração financeira para voltar a ser competitivo. Roger tem dado segurança para o crescimento de Pedro Rocha, Luan e, principalmente, Walace. O time tricolor carece de um atacante fixo, pois Brian Rodrigues nem de pênalti marca.

Já pelos lados do Guaíba acabou o sonho do TRI e começou o chororô. Longe de casa, em vantagem, o Inter não viu a cor da bola, levou 3 a 1 do Tigres e escapou de coisa pior graças ao goleiro Alisson, que ainda pegou pênalti. O Colorado deu adeus ao sonho do tricampeonato da Libertadores e agora vai ter que tirar coelho da cartola para o restante da temporada. O time colorado abandonou o Brasileirão e dedicou tudo a Libertadores. Agora, tchêeee, vem para disputar a Copa do Brasil que os torcedores diziam nada representar. Por ver o rival passando de fase, a Copa do Brasil passou a ser a salvação da lavoura do milionário time montado para o ano que pode mais uma vez acabar apenas com a conquista do Gauchão.

A reestruturação que está passando o Grêmio, Cruzeiro, São Paulo e Flamengo é o caminho do Inter para a próxima temporada. Uma folha de pagamento que ultrapassa os doze milhões de reais, um plantel inchado, com dívidas atrasadas com ex-atletas e fornecedores, se não passar por uma reestruturação e se desfazer de alguns atletas a próxima temporada poderá ser uma caus.


DANDO UM PITACO:


O pedido de aumento de passagem por parte dos concessionários beira o absurdo.  O percentual reivindicado é de 34,81%, que elevaria o valor da passagem de R$ 2,70 para R$ 3,64. A principal justificativa é o custeio do serviço, tendo em vista o aumento no valor do combustível, gasto maior com mão de obra e modernização do sistema de bilhetagem. As concessionárias informaram ainda que se a correção não acontecer horários e linhas poderão ser suprimidos. É inadmissível em um momento que empresas demitem, empresas têm que ajustar seus custos para manter-se em funcionamento, ocorra a elevação de valores nesses patamares para as pessoas que necessitam deste meio de transporte. Tem que ter respeito com o povo e muita coerência. Agora é o momento dos vereadores apoiarem a população, do poder público analisar com muito critério essa solicitação.



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Redução da maioridade penal
01/07/2015
Coluna do Grêmio

Fugindo um pouco do foco da minha coluna neste portal, hoje quero abordar um assunto um tanto quanto polêmico, na condição de bacharel de Direito...

Em relação à REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL, tive a oportunidade de me aprofundar neste tema, pois foi o assunto do meu Trabalho de Conclusão de Curso.

No início era favorável, mas com o aprofundamento dos estudos passei a ser um feroz defensor da mudança do ECA, que é um estatuto, e este sim, se o ESTADO der condições efetivas de aplicação, pode gerar uma resposta concreta aos anseios da sociedade, sociedade esta que é ludibriada por maus políticos ou, quem sabe, mal assessorados, que se utilizam do desconhecimento jurídico do povo para ludibriar a opinião pública com falácias de redução, quando a Constituição, nossa Carta Magna, tem enclausurada como cláusula pétrea que só pode ser alterada por uma nova Constituição originária.

O Brasil tem 500 mil trabalhadores na segurança pública e 1,5 milhão na segurança privada para uma população que supera os 180 milhões de pessoas. O problema não está só na lei, mas na capacidade para aplicá-la. Sou contra a redução da idade penal porque tenho certeza que ficaremos mais inseguros e mais violentos. Sou contra porque sei que se há possibilidade de sobrevivência e transformação destes adolescentes, está na correta aplicação do ECA. Lá estão previstas seis medidas diferentes para a responsabilização de adolescentes que violaram a lei. Agora não podemos esperar que adolescentes fossem capturados pelo crime para, então, querer fazer mau uso da lei. Para fazer o bom uso do ECA é necessário dinheiro, competência e vontade.

Sou contra toda e qualquer forma de impunidade. Quem fere a lei deve ser responsabilizado. Mas reduzir a idade penal, além de ineficiente para atacar o problema, desqualifica a discussão. Isso é muito comum quando acontecem crimes que chocam a opinião pública, o que não respeita a dor das vítimas e não reflete o tema seriamente.

Problemas complexos não serão superados por abordagens simplórias e imediatistas.

Precisamos de inteligência, orçamento e, sobretudo, um projeto ético e político de sociedade que valorize a vida em todas as suas formas. Nossos jovens não precisam ir para a cadeia. Precisam sair do caminho que os leva lá. A decisão agora é nossa: se queremos construir um país com mais prisões ou com mais parques e escolas.

Apresentar propostas legislativas visando à redução da menoridade penal com a modificação do disposto no artigo 228 da Constituição Federal constitui uma grande falácia, pois o artigo 60, § 4º, inciso IV de nossa Carta Magna não admite que sejam objeto de deliberação de emenda à Constituição os direitos e garantias individuais, pois se trata de cláusula pétrea.

A prevenção à criminalidade está diretamente associada à existência de políticas sociais básicas e não à repressão, pois não é a severidade da pena que previne a criminalidade, mas sim a certeza de sua aplicação e sua capacidade de inclusão social.


Paulinho Martins

Bacharel de Direito



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