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Jorge Assis Kersting

Os mistérios da mente são revelados por Jorge Assis Kersting, que é doutorado e mestrado em Transtorno de Personalidade Borderline e pós-doutorado em Grupo de Esquizofrenia.


E-mail: jorge@portaloestenews.com.br

Carta de Freud a mãe de um homossexual
20/09/2017
Jorge Assis Kersting

"19 de Abril de 1935


Minha querida senhora,


Lendo sua carta, deduzo que seu filho é homossexual. Chamou a minha atenção o fato de a senhora não mencionar este termo na informação que acerca dele me enviou. Poderia lhe perguntar por que razão? Não tenho dúvidas que a homossexualidade não representa  uma vantagem, no entanto também não existe motivos para se envergonhar dela, já que isso não supõe vício ou degradação alguma.

Não pode ser qualificada como uma doença e nós a consideramos como uma variante de função sexual, produto de certa interrupção no desenvolvimento sexual. Muitos homens de grande respeito da antiguidade e atualidade foram homossexuais e dentre eles, alguns dos personagens de maior destaque na história, como Platão, Miguel Ângelo, Leonardo da Vinci, etc.

É uma grande injustiça e também uma crueldade perseguir a homossexuais como se estes cometessem um delito. Caso não acredite na minha palavra, sugiro-lhe a leitura dos livros de Havelock Ellis.

Ao me perguntar se eu posso lhe oferecer a minha ajuda, imagino que isso seja uma tentativa de indagar acerca da minha posição em relação à abolição da homossexualidade, visando substituí-la por uma heterossexualidade normal.

A minha resposta é que, em termo gerais, nada parecido podemos prometer. Em certos casos conseguimos desenvolver rudimentos das tendências  heterossexuais presentes em todo homossexual, embora na maioria dos casos não seja possível. A questão fundamenta-se principalmente na qualidade e idade do sujeito, sem possibilidade de determinar o resultado do tratamento.

A análise pode fazer outra coisa pelo seu filho, e, se ele estiver experimentando  descontentamento por causa de milhares de conflitos e inibição em relação a sua vida social, poderá lhe proporcionar tranquilidade, paz psíquica e plena eficiência, independentemente de continuar sendo homossexual ou de mudar sua condição.


Sigmund Freud"



Kersting, Jorge Assis - Psicanalista

Pós-doutor em Grupo de Esquizofrenia

Doutor em Transtorno de Personalidade Borderline (limítrofes)

Mestre em Transtorno de Personalidade Borderline (limítrofes)



Comentários e sugestões podem ser enviados para o e-mail jorge@portaloestenews.com.br.

Psicanálise e teatro
16/08/2017
Jorge Assis Kersting

Os adultos idealizam crianças e filhos;


Crianças idealizam adultos e pais;


Segundo Freud, na criança se projeta a inocência, a felicidade, e uma vida sem restrições da sociedade e da natureza;


Os adultos são produto das restrições sociais e dos domínios parciais da natureza;


Os adultos se adaptam, introjetam em seu superego, os limites para a expressão do seu ID;


A criança apresenta na inadaptação a possibilidade de uma vida sem mal-estar;


Aquele que é adulto já foi criança, continua a sê-la e ainda deseja uma vida mais livre, mais inocente;


Aquele que idealizou seus pais um dia perceberá, em si mesmo, a impossibilidade de sê-lo enquanto adulto e pai;


A idealização da onipotência e da perfeição desfaz-se em desilusão, quando abandonamos a fantasia em favor do real;


Ninguém é perfeito, nem mais, nem outro, nem a sociedade, nem a humanidade, mesmo a vida, como um todo;


O real não é a perfeição, mas também é a imperfeição;


Quando consideramos a sociedade como perfeita produzimos NEUROSES E PSICOSES;


Quando o homem aprender a ser maleável, adaptativo, perder a indignação, criativo, a viver na instabilidade social e econômica, quebrar seus ídolos, desfazer seus mitos, questionar o seu próprio destino e seus desejos, compreender que é o encurtamento da vida com sua biodiversidade, alegre, construindo-se aí aquilo que é a própria SAÚDE MENTAL E NORMALIDADE.



Kersting, Jorge Assis - Psicanalista

Pós-doutor em Grupo de Esquizofrenia

Doutor em Transtorno de Personalidade Borderline (limítrofes)

Mestre em Transtorno de Personalidade Borderline (limítrofes)



Comentários e sugestões podem ser enviados para o e-mail  jorge@portaloestenews.com.br.

Síndrome de Rett
19/07/2017
Jorge Assis Kersting

É relatada somente em meninas e tem curso e padrão de sintomatologia característicos, seguidos por perda total ou parcial das habilidades manuais adquiridas e da fala, junto com a desaceleração do crescimento do crânio, entre sete e 24 meses de idade;


Estereotipias de aperto de mão, hiperventilação e perda dos movimentos propositais da mão são características particulares;


O desenvolvimento social e lúdico é interrompido nos primeiros  dois ou três anos, mas o interesse social tende a ser mantido;


Ataxia e apraxia do tronco associados à escoliose tendem a se desenvolver durante a metade da infância;


Prejuízo mental e convulsões frequentemente se desenvolvem durante o início e meio da infância.



CID 10 - Classificação de Transtornos Mentais e de Comportamento

Kersting, Jorge Assis - Psicanalista

Pós-doutor em Grupo de Esquizofrenia



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Suicídio
21/06/2017
Jorge Assis Kersting

Quando o desespero causa danos irreparáveis, e a pessoa sobrevive a uma tentativa de suicídio, só ela sabe quanto lhe resta de desolação, frustração, vergonha após o evento;


Quando a tentativa é eficaz sobra um sentimento de perda, para familiares e para outras pessoas relacionadas ao protagonista da história;


O sentimento de perda é muito maior do que o sobrado após uma morte natural ou por acidente;


É diferente da reação à morte por homicídio, que pode gerar revolta contra os assassinos e disposição por justiça;


Os sentimentos gerados pelo suicídio e pelas tentativas são causa de desorganização psíquico mental emocional para muitas pessoas;


Elas misturam a raiva, pena, luto, culpa, dúvidas e insegurança;


Todas as pessoas, que os tentaram sem conseguir e os que ficaram impressionados pelo que conseguiram, são sobreviventes de um ATO altamente desagradável da Sanidade Mental;


Respostas que esclareçam as razões e tentativas de atos impulsivos, com relação ao suicídio podem ser manifestadas em ambientes sociais, a incapacidade de confiança e de esperança fica abalada;


Muitas destas pessoas têm sintomas de lembranças pós-traumáticas sem idealizações de desejos e vazio existencial, revivendo suas ansiedades, devido aos traumas do evento;


A intervenção, nos sobreviventes, deve visar aspectos de reabilitação, de saber lidar com questões sociais, e a incapacidade do sobrevivente;


Ao medir o quanto o paciente está incapacitado deve-se levar em conta ao quadro como o autocuidado/capacidade de higiene pessoal, de prover e servir sua alimentação, conservar uma ordem sua moradia, ocupação do seu desempenho no trabalho renumerado ou estudante, das relações de família, interação com o cônjuge, com Pais, filhos, outros familiares;


A qualidade de vida nesta vivência é um dos focos, quando há um declínio marcante no desempenho, e alcançou ponto crítico, ou existe alienação mental;


Do ponto vista coletivo, há algumas questões com relação a observação da saúde coletiva: as possibilidades de prevenir o suicídio, o grau da  doença psíquica e saúde mental, presença de outras doenças, o isolamento social,  o estado conjugal, o emprego, os graus de ansiedade e desesperança, de satisfação com a vida;


Assim pode diminuir as taxas de suicídio, numa sociedade, pela redução das drogas, e pelo tratamento das pessoas sofrendo de transtornos mentais, pelo seguimento terapêutico;


Grande parte da dificuldade do pessoal da saúde para abordar as atitudes suicidas deve-se a sua baixa prevalência no contexto primário;


Para aquele pesquisador nem a postura alerta aos riscos de suicídio, pelo profissional de atenção básica, é suficiente para lhe garantir capacidade de intervenção apropriada;


Uma necessidade destes profissionais é a de ter um par analítico (confiar no profissional) para perguntar sobre atos e pensamentos suicidas;


Contudo, vocação empática e o conhecimento teórico são fundamentais no desdobramento da abordagem.


KERSTING, JORGE ASSIS – PÓS-DOUTORADO EM GRUPO DE ESQUIZOFRENIA

DOUTOR EM TRANSTORNO DE PERSONALIDADE BORDERLINE

MESTRE EM TRANSTORNO DE PERSONALIDADE BORDERLINE (limítrofes).



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Narcisismo primário
31/05/2017
Jorge Assis Kersting

O narcisismo primário designa um estado precoce em que a criança investe toda a sua libido em si mesma;


O narcisismo secundário designa um retorno ao ego da libido retirada dos seus investimentos;


Em Freud, o narcisismo primário designa, de um modo geral, o da criança que toma a si mesma como objeto de amor antes de escolher objetos exteriores;


Esse estado corresponderia a crença da criança na onipotência dos seus pensamentos.



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Freud, Sigmund - Totem und Tabu (1912)

Kersting, Jorge Assis - PHD em Grupo de Esquizofrenia (2009).

Borderline e a depressão
24/05/2017
Jorge Assis Kersting

Borderline é confundido com frequência com quadros maníacos ou de drogadição, isto porque ele pode se apresentar acelerado por estar se sentindo amado, angustiado ou delirante ou quando está apaixonado por alguém ou por uma ideia;


O paciente pode passar da excitação para a depressão rapidamente, sempre dependendo da circunstância a que está submetido;


Observe-se que no Episódio Depressivo Maior (que é a Depressão Afetiva Bipolar) os sintomas estão presentes todos os dias;


O Borderline pode ter os  mesmos sintomas, mas eles estarão ligados às circunstâncias  ambientais evidentes e não se prolongam no tempo (meses como bipolar);


No TPB (Transtorno de Personalidade Borderline), a pessoa está deprimida não por uma tristeza de base ou de lentificação psicomotora, mas em razão do vazio de uma vida sem sentido, da ideia do fracasso, e frustração em relação a metas não atingidas;


A piora, em geral, acontece à noite, quando o "Border" se vê sozinho. O oposto ocorre com o bipolar, cuja a piora é matinal;


O "Border" necessita de objeto de apoio que lhe minimize o sofrimento diante do vazio de sentido da vida, permanecendo tranquilo quando este objeto está presente  e não ameaça abandoná-lo;


Diferentemente do bipolar, o "Border" pode ter pessoas significativas a sua volta e, mesmo assim, não se ver mitigado da sua depressão;


O efeito da medicação é diferente nos dois casos. Enquanto no bipolar o efeito (após algumas semanas) é evidente, no "Border", o medicamento tem pouco efeito;


Atualmente, para "TPB", se preconiza o uso de antidepressivos para controle da impulsividade, e não para a depressão;


Sabe-se bem que cada paciente escuta as palavras do analista da maneira como pode ouvir, o que nem sempre corresponde ao que o terapeuta disse ou quis dizer.



Kersting, Jorge Assis - Doutor em Transtorno de Personalidade Borderline

                                   Mestre em Transtorno de Personalidade Borerline

                        Pós-doutor em Grupo de Esquizofrenia



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Demência
10/05/2017
Jorge Assis Kersting

A demência é uma síndrome decorrente de uma doença, de natureza crônica ou progressiva, e afeta as condições laborais e cognitivas, incluindo memória, pensamento, orientação, compreensão e, consequentemente, capacidade de aprendizagem, linguagem e julgamento;


A demência produz um declínio apreciável no funcionamento individual e usualmente alguma interferência nas atividades pessoais do dia a dia, tais como higiene, vestimenta, alimentação, etc.;


Depressão essa associada à lentidão motora e fraqueza física em geral.



CID 10 – Classificação de Transtornos Mentais e de Comportamento

KERSTING, JORGE ASSIS – PHD em Grupo de Esquizofrenia



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Dependência
19/04/2017
Jorge Assis Kersting

Tendência em apoiar-se em outrem para fins de gratificação ou adaptação, isto é, experimentação com base numa necessidade;


A dependência excessiva tem sido frequentemente associada ao caráter "oral";


Alguns dos transtornos mais graves originam-se em grande parte de defeitos na dependência normal;


As condições – autista, esquizoide e alguns casos de borderline – surgem de algum apego, insuficiente a objetos;


O caráter antissocial repudia as necessidades infantis, consideradas iniciais de amor e proteção;


A dependência tem uma influência normativa no desenvolvimento da organização psíquica;


Mas a dependência continua a vida toda e muitas das condições patológicas, onde ela desenvolve o papel-chave, surgem dentro do contexto de relacionamento humano insuficiente.



FREUD S. (1963) – The concept of developmental liner

KERSTING, JORGE ASSIS – MD Transtorno de Personalidade

Borderline (Limítrofe)



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Acumuladores compulsivos
05/04/2017
Jorge Assis Kersting

Os acumuladores compulsivos são popularmente conhecidos como "colecionadores de lixo", já que na maioria das vezes juntam itens insalubres que produzem mau cheiro, e atraem insetos e roedores;


Por tal motivo, a doença é conhecida com Síndrome  de Diógenes ou, ainda, Síndrome  da Miséria Senil, embora acometa pessoas mais jovens ou de bom nível social e intelectual;


Em alguns casos não existe exatamente sujeira, mas o acúmulo exagerado itens, como livros, revistas, ferramentas, recipientes diversos, produtos químicos, metais, madeira,  móveis, materiais de construção, material elétrico, aparelhos eletrônicos;


Outro aspecto da compulsão é acumular animais. Neste caso, o acumulador vai reunindo um número exagerado de animais de estimação sem ter como abrigá-los  e alimentá-los, de forma adequada, ao mesmo tempo em que nega tal incapacidade;


Sob o ponto de vista psicanalítico, há a interpretação de que o sujeito sente segurança em montar esta coleção;


Trata-se de um deslocamento do desejo de afeto, para o desejo de posse dos materiais, ou seja, deslocando para os objetos suas fantasias, que causam mudança de percepção da realidade, recebendo afeto dos objetos inanimados.



Kersting Jorge Assis - Psicanalista

Pós-doutor - Grupo de Esquizofrenia

Doutor - Transtorno de Personalidade Borderline (limítrofes)

Mestre - Transtorno de Personalidade Boderline (limítrofes)



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Alucinação
22/03/2017
Jorge Assis Kersting

Percepção aparente de um estímulo sensorial de um objeto externo que não se está realmente presente;


Embora sejam usualmente indicativas de psicoses, as alucinações podem ocorrer na histeria, enquanto se está adormecendo ou despertando (fenômenos hipnagógicos e hipnopômpicos), em condições febris e em estados tóxicos;


As alucinações podem ser experiências por qualquer dos sentidos e assumem uma ampla variedade de formas;


Freud encarava as alucinações como provas do retorno do reprimido;


Considerava a sua ocorrência nas psicoses como uma tentativa de restituição, isto é, um esforço por trazer a libido de volta e objetos que foram perdidos;


Nos Grupos de Esquizofrenia, as alucinações auditivas podem ser remontadas a objetos anteriormente amados, com os quais o paciente tenta recriar relações não apenas persecutórias, mas também amorosas e protetoras.



Freud (1928) – Neurosis and psychosis

Kersting, Jorge Assis – PHD em Grupo de Esquizofrenia



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