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Esclerose múltipla: “um diagnóstico silencioso”

23/10/2017

Caracterizada como uma doença que atinge principalmente pessoas entre 20 e 50 anos, do sexo feminino, que residem em regiões subtropicais ou distantes da linha do equador, a esclerose múltipla pode provocar dificuldades motoras e sensitivas. Os sintomas iniciais incluem perda de visão, rigidez, fraqueza, falta de equilíbrio, dormência, problemas no controle da bexiga e intestinos, entre outros. “A esclerose múltipla, muitas vezes, apresenta sinais semelhantes a outras doenças neurológicas, criando certa dificuldade para seu diagnóstico”, salienta o médico neurologista e cooperado da Unimed Chapecó, Dr. Auney Oliveira Couto.

O médico explica que, neste tipo de patologia, ocorre uma inflamação da mielina - substâncias que revestem os nervos, afetando condução nervosa e implicando em uma disfunção transitória ou definitiva do sistema nervoso central. “A característica mais importante da esclerose múltipla é a imprevisibilidade dos chamados surtos”.

A EM é caracterizada como uma doença neurológica, crônica e autoimune, ou seja, as células de defesa do organismo atacam o próprio sistema nervoso central, provocando lesões cerebrais e medulares. Infecções virais, causas genéticas, e histórico familiar têm um papel importante na origem da doença. Segundo especialistas, a EM não é uma doença mental, não é contagiosa, não é suscetível de prevenção, não tem cura, e seu tratamento consiste em atenuar os efeitos e desacelerar a progressão da doença.

As causas da doença são desconhecidas, no entanto, a evolução varia de pessoa para pessoa. O diagnóstico é clínico associado a exames de imagem por ressonância magnética e potenciais evocados. Quando confirmado, o tratamento visa diminuir a fase aguda (surto) e aumentar o intervalo de tempo entre um surto e outro. Para isso, são utilizados corticosteroides e neuroimunomoduladores.

Os corticosteroides são drogas úteis para reduzir a intensidade dos surtos e os imunomoduladores e imunossupressores ajudam a aumentar o intervalo de tempo dos episódios de recorrência da doença.

“A escolha do tratamento é baseada na forma de apresentação da doença e no perfil do paciente. O tratamento com estes medicamentos deve ser orientado por neurologista clínico com experiência no uso de tais medicamentos, e que se mantenha atualizado a respeito das novas terapêuticas que vem surgindo de forma rápida nos últimos anos”, explica a médica neurologista e cooperada da Unimed Chapecó, Dra. Gioconda Seabra E. Mendes.

A médica alerta que a vitamina D não é tratamento de Esclerose Múltipla, pois trata-se de um “modismo” irresponsável e ressalta que a escolha do tratamento é baseada na forma de apresentação da doença e no perfil do paciente.

Ainda sobre os sintomas e a dificuldade no diagnóstico, a médica salienta que, na maioria das vezes, no início da doença, os sintomas se apresentam de forma súbita, com duração de alguns dias, e podem melhorar completamente ou permanecerem sequelas. “A doença se apresenta de forma mais branda para alguns e de forma mais grave para outros, e a resposta ao tratamento também é muito variável”, conclui.



Fonte e foto: MB Comunicação.






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