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Heróis do cotidiano

13/04/2014
Conheça a história e a estrutura disponibilizada para os profissionais do 6º Batalhão de Bombeiros Militar

Por Matheus Parizotto

Desde 1967, ano em que foi criado, o 6º Batalhão de Bombeiros Militar desenvolve um importante papel em sua área de abrangência. São, na atualidade, cerca de 200 profissionais que trabalham incessantemente para garantir, em situações diversas, tranquilidade à população de 54 municípios da região.

O Portal Oeste News foi conhecer toda essa estrutura na tarde da última sexta-feira, dia 11. Durante um pouco mais de meia hora, o tenente Ilton Schpil apresentou as principais características correspondentes à corporação.


Confira o resultado dessa entrevista.


Portal Oeste News - Seu nome, idade e quanto tempo de corporação já possui?

Sou o tenente Ilton Schpil, tenho 34 anos e estou há 11 na corporação.


ON - O 6º Batalhão de Bombeiros Militar surgiu quando?

TIS - Surgiu em 1967.


ON - Atualmente, ele conta com quantos funcionários e que estrutura?

TIS - Nosso batalhão está presente em 13 municípios, mas nós possuímos uma faixa de 15 quartéis, já que Chapecó conta com mais de uma unidade.  Ao todo, são duzentos homens para atender nossa área de cobertura, que é na ordem de 54 cidades. Nós temos alguns municípios que não tem um quartel, porém são atendidos pelas localidades vizinhas. Chapecó, por exemplo, é a responsável por prestar auxílio a Coronel Freitas, Guatambu, Caxambu, Cordilheira Alta, etc. Então essa é a nossa estrutura. Somos divididos em efetivo de atividade meio (responsável pela parte administrativa) e fim (operacional, bem como técnica). Os vistoriadores e analistas também fazem parte do último quadro. Dentre as atividades operacionais, as que mais se destacam no atendimento são: combate a incêndio; atendimento pré-hospitalar, o qual o pessoal chama de primeiros-socorros e o resgate veicular. No entanto, também prestamos apoio em deslizamento de terra; corte de árvore; alagamentos; afogamentos – fazemos prevenção na época da Operação Veraneio e busca com mergulhadores; salvamento em altura e trabalho com cães. Temos as forças-tarefa que são um grupo especializado para atuar em situações de grandes tragédias, como vendavais, deslizamentos. Todas essas são funções desenvolvidas pelo nosso pessoal. E o Corpo de Bombeiros Militar é como uma grande empresa que, em nível de estado, possui quase três mil homens, tem as suas funções gerenciais – oficiais e gestores desse processo todo – e também tem os executores, mais conhecidos como praças, do soldado ao sub-tenente, e que atuam na ponta, mas ajudam no gerenciamento dentro das suas funções. Na administração, nós temos departamento de pessoal, relações públicas, logística e finanças, instrução. Tudo isso faz parte do rol de atividades do CBM.


ON - Tem uma ideia de quantos atendimentos são registrados por dia na região de abrangência do 6º BBM?

TIS - Só aqui no município de Chapecó são atendidas de 25 a 30 ocorrências diárias, em média. Em nível de batalhão, podemos dizer que esse número chega próximo a cem.


ON - Quais são os casos mais comuns?

TIS - Nós atendemos uma diversidade de ocorrências, mas o nosso carro-chefe ainda é o atendimento pré-hospitalar. São vítimas de acidente de trânsito; casos clínicos, principalmente paradas cardiorrespiratórias, gestantes em trabalho de parto, afogamentos, engasgamentos, ferimentos de trabalho – muito comuns na nossa região, em virtude da construção civil e agroindústria.


ON - Qual é o processo para se tornar bombeiro?

TIS - Hoje, a legislação exige que a pessoa interessada em se tornar bombeiro militar tenha, primeiramente, concluído um curso superior, para ser oficial. No caso de um praça, pode ser tecnólogo ou superior. Em ambos os casos, tanto bacharelado quanto licenciatura em qualquer área do conhecimento. Precisa ter, no mínimo, 18 anos e não pode passar dos 29 anos, 11 meses e 29 dias, ou seja, não ter completado 30 anos na data da inclusão.


ON - A formação leva quanto tempo?

TIS - Varia de acordo com o concurso que a pessoa prestou. No caso de soldado do Corpo de Bombeiros, o curso de formação leva nove meses. Para tanto, ela precisa ser aprovada em todas as etapas, isso inclui exame intelectual e médico (físico, odontológico, psicotécnico), além de investigação social. Para oficial, a duração é de dois anos. Estando na carreira de soldado, pode-se prestar concurso interno para se tornar cabo e, posteriormente, sargento. Esses, por sua vez, têm duração de, respectivamente, dois e seis meses.


ON - Avalia o atual efetivo como satisfatório ou está defasado?

TIS - O número que nós possuímos de efetivo está defasado. Hoje, temos uma relação muito grande de bombeiros militares que estão solicitando a reserva, em virtude de já terem cumprido seus períodos de trabalho, que são de trinta anos. O Estado, na década de 1990, deixou de fazer concursos públicos e estamos sentindo agora os efeitos dessa lacuna. Então nós temos uma necessidade muito grande de renovarmos nosso efetivo em virtude desses pedidos, bem como da ampliação do serviço no estado. Há dez anos, em nível de estado, o CBM estava presente em apenas 23 municípios. Atualmente, esse número já passa de 120, de um total de 300. Nós estamos presentes em mais de 35% do território catarinense, algo muito superior à média do Brasil, que fica restrita às grandes cidades. Isso fez com que nós tivéssemos uma descentralização do nosso “material” humano. Portanto há necessidade de repor, para que a gente possa prestar um serviço de qualidade. A população merece.


ON - Como você define a profissão?

TIS - Ser bombeiro, para mim, representa uma realização pessoal, profissional, ou seja, a concretização de um sonho de infância. É a possibilidade de você ajudar as pessoas, ter uma atividade com fulcro social. Enfim, atuar em prol da sociedade e, ao mesmo tempo, ter os proventos necessários, uma remuneração adequada para que possa sustentar sua família com dignidade.


ON - E como é a participação da mulher na corporação?

TIS - As mulheres estão na corporação desde 1988, fruto de um advento da Constituição Federal. Elas vêm em uma crescente, aumentando cada vez mais sua participação neste órgão. Atuam nas atividades fins e meios.


ON - Quais são os desafios para os próximos anos?

TIS - Qualificar cada vez mais nosso pessoal para que acompanhem as inovações tecnológicas e o aumento de ocorrências, principalmente as de grande gravidade. São exemplos: as tragédias que assolaram o Vale do Itajaí em 2008, grandes enxurradas que são causadas por fatores climáticos e de transformação de relevo que ocorre na sociedade.







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